Sabe aquele artista que faz música brincando? Que faz todas as etapas da produção musical e de um show parecerem fáceis? Esse é facilmente o caso de Jon Batiste. Com um Oscar e um um Grammy Album Of The Year no currículo e “BRASIL” estampado no peito, o músico chegou à Cidade do Rock para propor uma performance mágica. mostrando o motivo de ser considerado um dos melhores músicos da atualidade.
O show já começou com “Freedom”, entoada quase como um louvor, dando indícios de que seria um show que percorreria múltiplos caminhos.
Pouco preso à uma cronologia, Batiste usou seu show para conduzir o público a uma viagem por diferentes gêneros musicais. De Beethoven à bossa nova, quem parou para assistir o cantor, de poucos hits e talento imensurável, não se arrependeu. Multi-instrumentista, o artista de Nova Orleans tocou piano, seu instrumento principal, mas também escaleta e bateria.
E como um grande fã da cultura brasileira, Batiste e sua banda afiada apresentaram uma versão de “Mas Que Nada”, com a percussionista Nêgah Santos nos vocais. A participação da bailarina Ingrid Silva, primeira-bailarina do Dance Theatre of Harlem em Nova York, em “Butterfly”, foi um dos pontos altos do show.
Entretanto, o artista de Nova Orleans competiu com outros dois gigantes da música nacional por um espaço na agenda dos presentes: Belo no Espaço Favela, e João Bosco no Global Village. Apesar de a performance ter sido fora de série, é triste ver que uma boa parte do público não teve a oportunidade de apreciar essa potência do jazz e do soul.
Com talento para dar e vender, Batiste proporcionou uma experiência transcendental e refinada em sua estreia no Rock in Rio. E nesse grande intercâmbio cultural, quem venceu foi quem ficou para assistir.






