Seis apresentações no Rock in Rio é para poucos. E é nessa posição de recordista que o gigante Gilberto Gil chegou ao Palco Mundo em 2026.
O tom de despedida – Gil disse que aquela talvez fosse sua última apresentação no festival, pois já estava cansado –, se perdeu conforme o show avançava. Do auge dos seus 84 anos, o artista preparou mais um show memorável, com clássicos que já fazem parte da história do festival e dos brasileiros. “Andar com Fé”, “Palco”, “Toda Menina Baiana”, “Aquele Abraço” empolgaram o público, que dispensava qualquer ajuda para acompanhar as letras.
“Super-Homem, A Canção”, acompanhada por saxofone, embalou casais e e emocionou o público. Mas para os amantes do xote, “Esperando na janela” fez a alegria de quem queria dançar agarradinho com o seu par.
A cada pausa, chuva de aplausos e ovações eram direcionadas ao artista, que ouviu os coros de “eu te amo” e retribuiu. “É recíproco”, disse o cantor.
Além de canções próprias, Gil resgatou sucessos de diversos artistas Gil prestou uma belíssima homenagem à Rita Lee ao entoar “Ovelha Negra”, com destaque para a belíssima harmonia entre suas filhas e netas no backing vocal. A sequência das homenagens seguiu com “Pro Dia Nascer Feliz”, clássico do Barão Vermelho e “Divino, Maravilhoso”, composição de Gil e Caetano imortalizada na voz da eterna Gal Costa.
Mais do que música boa, Gil entregou também um dos melhores visuais do final de semana. O LED gigantesco foi muito bem utilizado, misturando imagens ao vivo de Gil ora com fotografias multicoloridas, ora com vídeos em preto e branco. Sem dúvidas, foi um dos muitos pontos altos do show, complementando o trabalho indefectível apresentado no palco. Mais uma prova do refinamento estético e do bom gosto que somente um dos maiores nomes da música nacional poderiam nos proporcionar.





