Cinco restaurantes ganham identidade própria com ambientações assinadas pelo arquiteto André Henning, em projetos inspirados em diferentes ritmos musicais, entre a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski.
Considerada o maior espaço para shows ao ar livre da América Latina, a Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba (PR), se prepara para um novo capítulo em sua história. Neste mês de julho, o local receberá a Rua da Música, um projeto da DC Set Group que amplia o complexo com programação artística contínua, mirante, estúdio de gravação, área infantil, espaços expositivos, ambientes de convivência e novas operações gastronômicas.
Segundo Helinho Pimentel, CEO e sócio da DC Set no Parque, a iniciativa simboliza uma transformação importante. “O nascimento da Rua da Música e todas as novas atrações que traz consigo neste novo momento do Parque Jaime Lerner representam um marco histórico no coração da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame. Curitiba acolhe, se reinventa e se projeta como referência no cenário cultural, do turismo e do entretenimento.”
Os restaurantes que integram a nova área, com capacidade média de 70 lugares cada, foram pensados para oferecer uma experiência sensorial completa, aliando sabores, música e design. A ambientação de cinco das seis casas foi criada por André Henning, um dos principais nomes da arquitetura voltada para negócios no Brasil, reconhecido por projetos que unem estética, funcionalidade e narrativa.
“Convidei o André depois de uma conversa em que ele apresentou o conceito e os 3Ds. Eu já havia gostado dos projetos, mas o resultado superou o que vimos na tela: uma entrega real, encantadora e acima das expectativas. Espero que essa parceria siga por muito tempo”, conta Helinho Pimentel.
Cada restaurante foi concebido como uma extensão sensorial de um gênero musical, traduzindo sons em formas, cores e experiências. “Cada casa tem uma personalidade e uma trilha sonora”, explica André Henning, que também assina a ambientação externa da Rua da Música, desde o projeto de iluminação até o mobiliário.
O Ernesto Music Hall, novo conceito da tradicional marca de culinária italiana curitibana, mergulha no universo do jazz e R&B. O espaço traz uma atmosfera clássica, com painéis monumentais, cortinas vermelhas, madeira envernizada e um piano integrado ao ambiente. Já o Mustang Sally explora o espírito tex-mex e o rock’n’roll, com cores intensas, elementos metálicos, curvas marcantes e referências aos diners norte-americanos.
Inspirado no samba e no pagode, o Bar CanaBenta é um clássico da boemia curitibana. Seu projeto traz pandeiros transformados em luminárias, ladrilhos hidráulicos no piso, cobogós amarelos que remetem aos anos 1970 e grades de ferro, compondo a estética de uma casa brasileira autêntica. “É um projeto que fala de memória afetiva e que celebra o nosso cotidiano com humor e identidade”, destaca o arquiteto.
O Olaria, sucesso já conhecido do Parque Barigui, chega com uma atmosfera mais suave e relaxante. A proposta combina uma paleta terrosa, arquitetura leve e clima de fim de tarde ao som de MPB. Finalizando a experiência, o bar Rosso, novidade na cidade, representa o espírito dos grandes festivais. O espaço apresenta estrutura metálica exposta, tecidos esvoaçantes e um palco integrado para apresentações ao vivo.
“Posso afirmar, sem medo de errar, que as operações da Rua da Música levam os projetos mais prazerosos da minha carreira. Foi muito satisfatório e gratificante trabalhar em algo tão grandioso, que em breve fará parte da história da cidade de Curitiba. Um espaço tão especial, que une nomes como Paulo Leminski e Jaime Lerner, dois ícones brasileiros”, celebra André Henning.
Além disso, o arquiteto também é responsável pela concepção da exposição permanente Geração Pedreira. A mostra contará a trajetória da Pedreira Paulo Leminski, desde sua inauguração, passando pelo período de inatividade até sua transformação em um dos principais ícones culturais da capital paranaense. O acervo reunirá imagens históricas, objetos de artistas e relatos de quem já viveu momentos marcantes no palco curitibano.
“O que mais me atrai nesse projeto é a possibilidade de construir uma memória viva. Mais um pedacinho do Parque Jaime Lerner que eu terei a honra de contribuir diretamente. Não vejo a hora de ver o público usufruindo de toda essa estrutura que foi planejada nos mínimos detalhes”, conclui o arquiteto.