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Chase Atlantic incendeia a Fundição Progresso em show agitado

Após um longo tempo de muita luta para remarcar seus shows no Brasil, o trio australiano Chase Atlantic finalmente chegou ao nosso país para três shows solo e uma performance no festival Encontro das Tribos.

A banda precisou adiar as datas em 2020 por conta da pandemia do Covid-19, e de lá até 2023 foi uma jornada para que a turnê acontecesse. Tudo deu certo por conta da sua forte fã base, e claro, dos próprios meninos que nem precisaram falar sobre o assunto quando demonstraram a felicidade de estar no nosso país ao subir no palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

É interessante ver a mistura de público de jovens adolescentes e jovens adultos. Do lado de fora da Fundição, ouço alguns pais comentarem sobre estarem com o coração apertado e como nunca haviam visto as filhas com tanta ansiedade por conta de um show. Chega a ser fofo quando um pai fala “a gente não era assim não, ela estava uma pilha de nervos mas sei que é porque ela tá feliz“. Nesse momento, até passa pela imaginação de que seriam fãs muito diferentes mas ao olhar todos juntos na espera pela banda, não há um pingo de diferença entre cada pessoa ali, em pé em frente ao palco esperando horas antes do início do show, ou andando pelas áreas da casa. A força do público que eles têm fica bem óbvia ao encarar o local cheio da pista aos altos camarotes na área superior.

Mitchel Cave, Clinton Cave e Christian Anthony entram no cenário acompanhados dos amigos de banda Jesse Boyle e Pat Wilde. A faixa STRANGERS THINGS é a primeira da setlist e nem o som super alto é suficiente pra atenuar a euforia que se cria ali.

Rapidamente duas bandeiras do Brasil vão para no palco e Christian estende as duas na primeira pausa entre as músicas.

Sucessos como Swim, Into It e Slow Down são as mais esperadas da noite, mas outras faixas como Drugs & Money e PARANOID se transformam em marcos da noite de tanto que os fãs entram no clima e tornam a experiência ainda mais envolvente. Com pouco mais de uma hora, a lista de músicas para a performance é bem escolhida.

Clinton troca de instrumentos durante todo o show e toca até saxofone, uma adição provavelmente inesperada para quem não conhece muito deles, mas que soa como a cereja no topo do bolo.

Jesse, tem o seu momento especial de solo na bateria, onde recebe muitos gritos e não para de sorrir. Ele, que já havia feito alguns posts em português no Twitter, leva todos à loucura quando grita em português: “Amor da minha vida, caraa!!!”.

Diversão é um adjetivo muito breve pra definir a energia única que Chase Atlantic trouxe ao Rio de Janeiro. O bis do show deixa a gente já com o gostinho de saudade e com uma sensação de quem está flutuando em êxtase.

Fotos: Carol Marins

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