Cobertura

5 Seconds of Summer reintroduz a essência e personalidade marcante da banda na The 5SOS Show

No domingo passado (23), a 5 Seconds of Summer fazia seu primeiro show no Brasil no Rio de Janeiro após cinco anos da última vinda ao país.

Turnês

Durante o meio tempo da quarentena, muita coisa rolou para os quatro integrantes. E, depois de encerrar um velho contrato, a 5SOS entrava em uma fase independente, onde finalmente se encontraram livres para fazer seu trabalho do jeito mais genuíno.

A adiada turnê do CALM – lançado em 2020 – teve suas datas reagendadas e foi repaginada para uma nova era. Assim veio a Take My Hand Tour que começou antes do lançamento do 5SOS5, novo álbum da banda, e trouxe um gostinho do que estava por vir.

Essa introdução toda nos leva à The 5SOS Show. Com uma proposta um pouco diferente, e um foco menor ao novo álbum em comparação à Take My Hand Tour, eles decidem iniciar a turnê pela América Latina, chegando ao Brasil já na terceira data, apenas após a Argentina.

A sensação naquela manhã de domingo era de uma ansiedade que nunca foi tão bem vinda. Muitos já sabiam o que tinha por vir e outros decidiram não ver nada sobre os shows de Buenos Aires. Enquanto distribuíamos palhetas, outros fãs davam pulseiras e o fansite 5SOS Notícias entregava tatuagens temporárias em parceria com a Storm Store.

VIP

Pouco antes das quatro da tarde, os fãs que adquiriram o pacote VIP começaram a entrar no Vivo Rio. A experiência incluía entrada antecipada, chance de comprar merchandising antes da abertura normal dos portões e passagem de som com perguntas e respostas com a banda.

Nesse momento é proibido registro de fotos e vídeos. Os quatro entraram no palco em roupas casuais e começaram cantando a velha Long Way Home. Logo depois eles deixam seus instrumentos e sentam pra responder as perguntas dos fãs selecionados. O papo vai das respostas mais sérias até as mais descontraídas, como quando Michael fala sobre Pokémon e Calum confessa assistir Toy Story 2 quando tem crise existencial.

É interessante estar ali naquele momento, vê-los em cima do palco completamente relaxados e confortáveis. Apesar de não fazer nenhuma pergunta, só observar a interação te faz sentir como se estivesse por um momento em meio à uma roda de amigos.

Por fim, eles encerram a passagem de som com mais uma música, Valentine, e já se despedem. Ashton (baterista) até tenta falar mais um pouco mas o microfone já estava desligado, sinal do horário que já havia batido a programação da abertura normal dos portões.

Show

Dentre todo o hype criado em meio às expectativas, Michael Clifford (guitarrista) recomendou que fãs fossem ao show às cegas, sem pegar nenhum spoiler. Já Ashton definia a turnê como algo que encapsulava os melhores anos que eles já tiveram e recomendava que todos deveriam vestir algo que lhe fizesse sentir como Deus.

A 5SOS faz um ótimo trabalho em se (re)apresentar com uma abertura no estilo Brooklyn Nine-Nine e uma pegada cômica cheia de personalidade de cada um dos quatro integrantes.

Arrisco dizer que a maior surpresa não seja somente as músicas, mas as esquetes (pequenos vídeos que passam antes da entrada e entre as músicas) e as ações com o público. Quem assistiu o especial de 10 anos da banda já sabia de onde vieram aqueles vídeos e entendia mais ainda do contexto, um detalhe que só aumentava a conexão entre eles e quem ansiava tanto tempo por aquele momento.

É legal ressaltar que todo audiovisual estava legendado em português, pra que a imersão do público fosse completa.

O palco, montado com uma escada na bateria para que Ashton ficasse mais em destaque no fundo, e o chão xadrez, como no show on-line que fizeram em 2021 trouxeram uma identidade simples, mas bonita para a apresentação.

Durante o show, cada um deles tem seu tempo para falar com o público e tentar falar um pouco do português. “Oi, tudo bem?”, “Obrigado” e “Boa noite” foram algumas das palavras ditas.

Misturando músicas desde o álbum de estreia e o mais recente, a setlist é um prato cheio pra quem nunca teve a chance de ver a 5SOS ao vivo antes. Don’t Stop, Vapor, Why Won’t You Love Me e Babylon foram uma surpresa por estarem de volta. É um repertório bem pensado pra apresentar seu novo trabalho mas, ainda assim, reviver toda a nostalgia de todos esses dez anos.

Falando em nostalgia, um dado gigante é levado ao palco e nele há seis opções de músicas antigas a serem sorteadas para a surpresa da noite: Voodoo Doll, Heartache on The Big Screen, If You Don’t Know, Heartbreak Girl, English Love Affair e Wrapped Around Your Finger.

Esse momento é uma quebra na vibe regrada do show. Os fãs tem até 80 segundos pra devolver o dado, mas apesar de cumprirem o papel, Luke Hemmings (vocalista) que é o responsável em jogar o dado pro público, se diverte impedindo com que ele volte ao palco.

Quando finalmente uma música é “sorteada” (muito pela trapaça de Luke que roda o dado no palco), If You Don’t Know entra pra setlist. Essa é a primeira vez que eles cantam a música desde 2017, quando se apresentaram no Rock in Rio. Eles relembram a apresentação no Palco Mundo, um dos shows favoritos da banda.

Pouco depois, Ashton Irwin entra em uma batalha com o público. Um medidor aparece no telão, e como em um video game, há uma câmera que passa pelos fãs e uma câmera nele com um gráfico de quem mais faz barulho.

A gente entra na brincadeira mais uma vez, mas sabe que Irwin precisa levar essa. Assim que “Ashton ganha, você perde” aparece no telão, ele começa a tocar o solo de Meet You There.

Jet Black Heart é um dos momentos mas emocionais e Michael, que lidera os vocais da música, recebe um “eu te amo fervoroso” e aproveita o momento pra falar dos fãs brasileiros:

“Quer saber? Eu quero voltar pro Rio de novo. Vocês são um dos melhores públicos do mundo.”

She Looks So Perfect, o primeiro grande sucesso da banda, nos traz à realidade de que o show está próximo de acabar. Eles saem por um momento do palco e o vídeo da vez faz com que todo mundo grite “5SOS! 5SOS!” constantemente até que eles voltem ao palco, vestidos com roupões como aparecia no telão.

Outer Space, favorita dos fãs, é a que puxa o bis de despedida. Essa pode ter sido uma grande surpresa pra alguns fãs, especialmente depois de Luke mencionar que talvez não voltassem a tocá-la após a performance com coral e orquestra que fizeram no Royal Albert Hall.

Por fim, a bilionária em streams, Youngblood, encerra o show.

Fazem falta na setlist músicas como Take My Hand, que introduziu a nova era e intitulou a turnê anterior e Easy For You To Say, outro destaque do 5SOS5. Mas mesmo com essas ausências, a The 5SOS Show não deixa de ser um show completo e entrega toda emoção de quem ia para vê-los pela primeira vez ou para matar a saudade.

Dois dias após, no show em São Paulo, Michael apareceu com a camiseta do Brasil e Ashton bebeu guaraná no palco. Heartache On The Big Screen foi a música sorteada do dado.

Confira algumas fotos que tiramos da grade direto pra vocês:

RIO DE JANEIRO

Fotos: Carol Marins

SÃO PAULO

Fotos: Julia Henriques

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