O grande destaque da 13º edição do Lollapalooza Brasil, Tyler, the Creator trouxe carisma e uma porção de hits para o palco Budweiser.
Com o encerramento do show do Turnstile, o público do palco Budweiser se recompôs para receber Tyler, the Creator, que após 15 anos de espera, finalmente retornou ao Brasil. O artista, que havia cancelado sua apresentação no Lollapalooza Brasil de 2018 – e chegou a ser vaiado por isso – voltou com uma setlist afiada, diálogos marcantes e músicas que deixaram o público brasileiro sem fôlego.
Apesar de não trazer nenhuma infraestrutura adicional, o enorme palco foi completamente preenchido pelo talento, carisma e presença de Tyler, the Creator. O artista conseguiu cativar e manter o público envolvido do início ao fim, mostrando que sua energia e performance por si só eram suficientes para transformar cada momento em uma experiência memorável.


Contudo, isso trouxe debates entre os internautas, pois enquanto artistas como Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Doechii e Lorde trouxeram uma infraestrutura pensada para o público, Tyler optou por preencher o vazio do palco Budweiser com seu ego e sua liricidade afiada.
O show começou com a abertura de Big Poe, dando sinais de que a apresentação seria intensa. Entre uma grandiosa pirotecnia, o rapper surgiu no palco usando seu icônico figurino do álbum DON’T TAP THE GLASS. A performance seguiu com St. Chroma, do disco CHROMAKOPIA, enquanto o palco novamente se iluminava com fogos de artifício e explosões, complementando o rap enérgico do artista e mantendo o público totalmente em êxtase.
Com de Rah Tah Tah, the Creator mostrou à plateia brasileira que tudo o que precisava naquele palco era, de fato, seu talento. Em seguida, Noid incendiou o palco Budweiser, enquanto Tyler dançava, tornando-se um dos momentos mais eletrizantes do espetáculo.

O carisma de Tyler pegou muitos de surpresa, na introdução de Darling I, o rapper tentou declarar seu amor ao Brasil, começando com “Eu amo…” e sendo completado pelo público com “vocês!”.
O Freak Mix trouxe uma das músicas mais aguardadas da noite, Sugar On My Tongue, que transformou o Lollapalooza em uma enorme pista de dança. A voz de Tyler, the Creator, acabou sendo abafada pelo espetáculo que o público brasileiro devolvia ao rapper, cantando junto em plenos pulmões.
Ring, Ring, Ring retornou a setlist do artista com uma versão alternativa, já Tell Me What It Is trouxe um show de pirotecnia acompanhado das luzes dos celulares do público. Após a faixa, o público ovacionou o rapper ao som de ‘Tyler gostoso’, o cantor ao perceber a interação foi falar com o público brasileiro e ficou impressionado com a quantidade de pessoas que o assistiam, “são muitos de vocês, caramba!”.
O show foi marcado pelo humor ácido do público e do artista, que chegou a ser xingado, vaiado e ovacionado em minutos. Uma brincadeira saudável que estava acontecendo desde os primeiros shows de Tyler na América do Sul – e ele responde à altura, sempre com bastante carisma.
A performance continuou com Who Dat Boy, e a icônica ARE WE STILL FRIENDS do álbum IGOR que foi em grande parte, cantada pela plateia brasileira. A setlist foi cheia de surpresas, entre elas BEST INTEREST, She, I THOUGHT YOU WANTED TO DANCE e WUSYANAME que elevou a energia do show.
Encantado com o português, Tyler clamou novamente pelo coro de ‘Tyler gostoso’ e agradeceu ao público: “Muito obrigado pelo amor, eu realmente aprecio isso.” Seguindo com IFHY, Tyler pegou os fãs de surpresa ao atender o pedido de I THINK no repertório – a música foi colocada em segundo lugar do Itunes Brasil como uma forma de chamar a atenção do rapper.
EARFQUAKE fez o autódromo de interlagos tremer, e para acrescentar ainda mais brasilidade ao show, a introdução de Tamale foi em ritmo de funk, enquanto o público do Lolla gritava ‘São Paulo’ e Tyler brincava: “Eu não estou no Rio hoje à noite, vadias, onde eu estou?”.

O encore do show foi marcado pela intensa Like Him e uma cascata de fogos que emocionou o Lollapalooza Brasil. E Tyler, novamente declarou sua paixão pelo Brasil, citando artistas como Gal Costa e dizendo: “Realmente é muito bom vir a este lugar, e cara é muito longe, Califórnia é longe para caralho. E saber que minhas músicas chegam aqui graças à vocês, e todos vocês as escutam, e cantam essa merda de volta, cara, isso deixa as porras das minhas bolas duras, de verdade, obrigado, obrigado, obrigado.”
Tyler voltou a brincar com o público que pedia NEW MAGIC WAND: “Vocês não querem essa música, calem a boca.”Mas o caos tomou conta assim que os primeiros versos começaram, com mosh pits e sinalizadores incendiando o ambiente. O encerramento do show veio com a favorita See You Again, cujo público brasileiro cantou como se não houvesse amanhã.

Apesar da falta de infraestrutura, o artista trouxe para o Lollapalooza Brasil sua essência completa: o humor ácido, as piadas e as diversas declarações à cultura brasileira. Além disso, ele atendeu aos pedidos dos fãs, adaptando a setlist com músicas favoritas do público e outras que não eram performadas há algum tempo.
O show soou intimista aos olhos do público, ao mesmo tempo em que parecia gigante aos olhos do mundo. Tyler deixou uma mensagem clara: a infraestrutura complementa o show, mas o talento e o público são quem, de fato, fazem o espetáculo acontecer.
E você, acha que faltou alguma coisa no show? Conta pra gente!






