Encerrando a passagem pelo Rock in Rio com chave de ouro, Tyler Joseph e Josh Dun se despedem do festival antes de entrarem em um hiato por tempo indeterminado.
A chuva não parou eles. E muito menos o público. “Quando soubemos que iria chover, pensamos que ninguém iria vir”, disse Tyler Joseph durante o espetáculo. O vocalista só não contava com uma base fiel de fãs, que estava os aguardando desde a manhã deste domingo.
“Vocês estão molhados… Mas o Josh também está!”, brincou o cantor com o público.


O show, que durou cerca de 1h40, mostrou a força que o Twenty One Pilots tem para ocupar o posto de Headliner, ainda mais em um festival gigante como o Rock in Rio.
Tyler Joseph e Josh Dun, ao pisarem em um palco, fazem com que ele pareça pequeno e, logo em seguida, expandem seus horizontes para o público. As interações em meio à galera, as plataformas onde Tyler canta sobre o público e até mesmo um pequeno “palco reserva” na lateral, criado para que Josh Dun pudesse realizar seu “show de bateria”, ou “Drum Show”, como preferirem, tornaram a apresentação ainda mais grandiosa e visível para toda a Cidade do Rock.


A setlist, embora os fãs esperassem algo novo, acabou seguindo a tradicional escolha para festivais. Com o clima do Rio de Janeiro pouco favorável a mudanças mais arriscadas, o duo optou por manter a clássica sequência, com canções como “Center Mass”, “One Way”, “Ride”, que contou com um segurança brasileiro cantando, “Stressed Out”, “Jumpsuit”, com direito a sinalizadores, “Tally” e a famosa música de encerramento, “Trees”.
Já em “Rawfear”, Joseph ficou entregue às mãos do público e passeou pela área da pit para cumprimentar e interagir com os brasileiros. Entre brincadeiras, pegou óculos escuros da plateia e até memes, como o famoso “absolute cinema”.
A proporção da emoção foi a mesma, tanto no palco quanto no público. Tyler Joseph se emocionou ao final do show ao perceber que os fãs haviam passado horas na chuva, aguardando pela apresentação na grade. Do outro lado, a plateia manteve a energia lá no alto durante as performances e, em determinados momentos, os brasileiros chegaram a ultrapassar a voz de Joseph, fazendo com que Twenty One Pilots e público se tornassem, de fato, uma coisa só.
A banda, apesar de também ser reconhecida por seus visuais marcantes, decidiu que os telões não carregariam produções tão pesadas quanto as apresentadas em turnês anteriores. Assim, as telas do Palco Mundo, em grande parte do espetáculo, exibiam os integrantes em tempo real. Em algumas músicas, entretanto, os efeitos visuais tomavam conta da apresentação e acrescentavam novas camadas ao show.
A pirotecnia também apareceu de forma equilibrada. Ao longo do espetáculo, fogos e efeitos acrescentaram impacto às performances e contribuíram para elevar ainda mais a emoção do público.
Apesar da discussão em torno da presença do Twenty One Pilots em um dia dedicado às mulheres no Rock in Rio, a banda demonstrou a força que possui para ocupar o posto de Headliner e cativou a Cidade do Rock do início ao fim. Sob chuva, Tyler Joseph e Josh Dun encerraram a edição com uma apresentação que não apenas resistiu ao temporal, mas transformou a adversidade em parte da experiência.
Fotos por: Diego Castanho/@diegocastanho






