A 13º edição do Lollapalooza Brasil sentiu o gostinho do caos do show do Turnstile.
Sendo uma das apresentações mais esperadas da noite de domingo, a banda Turnstile formada por Brendan Yates (vocalista), Pat McCrory (guitarrista), Meg Mills (guitarrista), Franz Lyons (baixista) e Daniel Fang (baterista), subiu ao palco do Lollapalooza Brasil e instaurou o início de um dos shows mais caóticos da edição.


Já nos primeiros acordes, ao abrir o espetáculo com NEVER ENOUGH, logo de cara, a banda incendiou a plateia. O crowd surfing começou a acontecer, e diversas pessoas foram parar nas mãos do público. Os fãs do Tyler, the Creator, que aguardavam o rapper na grade do palco Budweiser, se tornaram alvos de empurrões e de um pesadelo ainda maior: os mosh pits — o que já era de se esperar em um show de hardcore, não é?
Para complementar, T.L.C foi a cereja caótica da noite de domingo. Os mosh pits tomaram conta do Lollapalooza Brasil, assim como a já marcante assinatura do público brasileiro: os sinalizadores. Brendan finalizou a performance com “obrigada” enquanto observava a desordem do público que tentava se acalmar em meio os intervalos das canções.
Porém não houve descanso, o show continuou com ENDLESS, e Yates deu um breve pausa para agradecer e verificar se o público estava bem, além disso, o vocalista afirmou: é bom estar de volta aqui no Brasil. O espetáculo seguiu com I CARE e, na sequência, DULL, com Franz incentivando o público a abrir ainda mais as rodas punks, enquanto a plateia cantava cada verso a plenos pulmões.


Até onde vai a insanidade de um show? DON’T PLAY fez o show do Lollapalooza estremecer, enquanto Real Thing deu sequência ao caos instaurado. A verdade é que ninguém estava, de fato, preparado para receber Turnstile nesse nível. A grande maioria do público pensou que, por se tratar de um festival, a banda iria pegar leve com os fãs; contudo, Turnstile não brinca quando o assunto é espetáculo vibrante. Ao instaurar o frenesi, a banda não desacelera — e o público gosta dessa desordem.
“Quem veio aqui com alguém que ama? Queremos ver vocês, peguem eles, os coloquem em seus ombros!” disse Yates antes da performance de SOLE e novamente a loucura tomou conta do palco Budweiser. CEILING e SEEIN’ STARS iluminaram o Lollapalooza e deram um pequeno respiro ao público, enquanto Brandon dizia “beijos”, talvez fazendo referência ao clipe da faixa ou simplesmente demonstrando carinho pelos fãs brasileiros. A trégua logo foi interrompida por HOLIDAY seguido de LOOK OUT FOR ME.


O encore por outro lado, não houve espaço para se recompor, Turnstile trouxe à tona três faixas que não deixaram brecha para pausa. MYSTERY aqueceu o público, e Yates complementou o espetáculo com uma onda de agradecimentos: “Tudo bem? Muito obrigado por estarem aqui, do fundo dos nossos corações, obrigado, nós amamos vocês, obrigado por sempre serem tão bons em tudo. Nossa banda se chama Turnstile”. O vocalista aproveitou para checar o público e deu um “boa noite” antes da plateia ser tomada pela euforia de BLACKOUT.
Os mosh pits se tornaram maiores e os sinalizadores se fizeram presentes. A faixa mais esperada da noite, ganhadora do Grammy Awards na categoria de Melhor Performance de Metal, encerrava o show do Turnstile no Lollapalooza Brasil.

BIRDS representou a essência do caos e tudo aquilo que o Turnstile construiu ao longo da carreira: canções que provocam fisicamente, conectam pessoas e, acima de tudo, celebram o cenário musical através da desordem. É o caos que tira as pessoas do lugar, que faz elas encontrarem seu espaço no mundo. O show começou com os fãs nas mãos da banda e terminou com Brandon Yates nas mãos do público, fechando um ciclo completo e totalmente caótico.

E você, foi levado pelo caos do show? Conta pra gente!





