A turnê NEW_ do grupo sul-coreano SEVENTEEN chegou ao Brasil no último sábado, 29 de novembro — mas não do jeito que os fãs esperavam.
Foi exibida a transmissão da segunda noite de shows da turnê em Nagoya, onde centenas de fãs se reuniram em cinemas de todo o país para acompanhar o grupo que, mesmo com 10 anos de carreira e uma fanbase consolidada, ainda não passou pelo Brasil.

De 13 para 9 performers: o que muda no Seventeen?
Nesta nova turnê, o SEVENTEEN se apresenta sem quatro membros, que estão no serviço militar obrigatório da Coreia do Sul. A delicadeza de Jeonghan, os raps de Wonwoo, a personalidade de Hoshi e os vocais de Woozi fazem falta, não podemos negar. Mas é muito interessante ver como o grupo se reinventa na incompletude.
Um dos principais destaques é Jun, membro da performance line, que brilha ao assumir novas linhas. Por conta dos compromissos na China — Jun também é ator —, ele se ausentou de algumas promoções do grupo e concertos, além de normalmente ter poucas linhas nas músicas em grupo. Por isso, é muito bom vê-lo finalmente ganhando o destaque que merece nos palcos.
Os momentos de interação são bem divertidos e mostram que os meninos são bem humorados e realmente se dão muito bem entre si. Tudo entre eles flui com muita naturalidade. Seungkwan e DK carregam não apenas os postos de vocalistas principais, mas também são os mais divertidos do grupo.
Solos destacam o que cada membro tem de melhor
As grandes novidades dessa turnê são as performances solo, onde os artistas expõem um pouco mais de suas personalidades individuais. Os membros da performance line, Dino, Jun e The8, entregam performances lúdicas e cheias de coreografia. Vernon se destaca dos parceiros rappers com sua Shining Star, onde assume a guitarra e aparece de camisa, jeans e all star no palco e entrega um som característico de “banda de garagem”, algo muito diferente do que estamos acostumados no k-pop – o que é ótimo. DK, Joshua e Seungkwan, da vocal line, entregam performances poderosas que encantam os fãs de um bom vozeirão.

Mingyu e S. Coups entregam raps com estética clubber e fecham os blocos dos solos. Provando que nenhuma experiência individual, a entrada de Mingyu para sua Shake It Off, vestindo um terno vermelho de couro preso por apenas um botão, fez com que todo o cinema fosse dos gritos ensandecidos até o mais absoluto silêncio. O impacto do artista sobre os fãs é inegável: todos os presentes ficaram hipnotizados com a beleza do rapper nas telonas.
As performances em grupo são mais limitadas no tempo regular de show, mas são bem acertadas. HOT e Rock With You, por exemplo, empolgam tanto quem estava no estádio quanto quem assiste à transmissão. Mas os hits chegam com tudo no encore: SUPER, Left & Right, a icônica Ima – Even if the world ends tomorrow, além de VERY NICE, animam a plateia na reta final do show.
Os poucos defeitos da transmissão não se relacionam com o grupo
Os pontos fracos do show ficam por conta da organização. Em muitos momentos, não havia legendas, além de haver consideráveis falhas no áudio no início da apresentação. O horário da transmissão, às 19h, é inviável. O espetáculo é longo, graças aos discursos e ao encore, que inclui mais de 10 músicas. Muitos fãs reclamaram nas redes sociais que não conseguiram assistir à transmissão completa porque precisavam voltar para casa. O atraso de cerca de meia hora para iniciar a transmissão também prejudicou: às 22h20, cerca de 3h após o começo do show, o encore ainda não tinha começado.
Será que a solução para o problema não seria mudar o horário das transmissões futuras? Pode ser. Mas há uma ideia melhor: trazer o SEVENTEEN para o Brasil. O grupo precisa sentir de perto a energia dos CARATs brasileiros, que representam uma boa parte de seus fãs mais fiéis e dedicados. Já foi provado inúmeras vezes que o Brasil tem demanda e estádios suficientes para receber um dos maiores grupos da 3ª geração no país. Agora, o que nos resta é continuar à espera da boa vontade da HYBE Labels em trazer os artistas para cá.





