O Palco Supernova do Rock in Rio ficou pequeno para a dimensão do talento de Milo J.
Aos 19 anos, Milo J já carrega uma trajetória que vai muito além do trap. Nascido como Camilo Joaquín Villarruel, em Morón, na Argentina, o artista começou a se destacar ainda adolescente, publicando músicas nas redes sociais e participando de batalhas de freestyle.
O sucesso internacional veio com faixas como “Rara Vez” e, principalmente, com a parceria com Bizarrap na BZRP Music Sessions #57. Desde então, Milo colaborou com grandes nomes da música latina, como Nicki Nicole, TINI e Peso Pluma, consolidando seu espaço na nova geração da música argentina.


Mas o artista não se limita à música urbana. Em seus trabalhos mais recentes, Milo J passou a explorar cada vez mais as raízes do folclore argentino, incorporando ritmos como chacarera e zamba. A influência também vem de sua própria família: sua avó era de Santiago del Estero, região conhecida pela forte tradição folclórica.
Essa conexão com suas origens ganhou destaque em seu Tiny Desk, da NPR, apresentado como uma espécie de sala de estar de Morón. O cenário reuniu objetos pessoais e referências à cultura argentina, incluindo discos de Mercedes Sosa, Jorge Cafrune e Horacio Guarany, além de um mate, um poncho e um estandarte do Club Deportivo Morón.

Essa grandiosa bagagem artística desembarcou no Brasil e marcou a estreia do artista no Rock in Rio. Com um show cativante, o Palco Supernova pareceu pequeno para Milo J. Apesar de evitar muitas interações com o público, o artista trouxe uma banda de peso, que harmonizou perfeitamente com sua voz.
A melodia do violino e do violão, somada ao trap marcante, criou uma atmosfera única e transformou Milo J em um dos grandes destaques desta edição do festival.
Fotos: Carol Marins






