Já dá pra sentir aquele friozinho na barriga: o Rock in Rio 2026 está batendo na porta. O festival acontece nas duas primeiras semanas de setembro na Cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e se tem uma coisa que a gente aprendeu com os anos de festival é que aproveitar de verdade começa muito antes de pisar na Cidade do Rock. Começa aqui, agora, o plano de sobrevivência. Então respira fundo, pega um papel e vem comigo!
O que levar na bolsa
Sobre a bolsa em si, o recado é: nada de exagero. Mochilas muito grandes dificultam a locomoção na multidão, podem ser barradas na revista de segurança e aumentam o risco de furtos. Uma mochila pequena ou uma pochete resolve, sempre à frente do corpo e com o essencial dentro.
Começando pelo essencial: remédios. Vale levar um comprimido de dor de cabeça e um de enjoo, já que calor, sol e multidão combinados costumam derrubar até quem tem disposição de sobra. Quem menstrua, um de cólica também é indispensável. Não leve a cartela inteira, porque a revista na entrada pode barrar, então o ideal é cortar um comprimido de cada e guardar na bolsa. Salompas ou uma pomada de alívio muscular também fazem diferença depois de horas em pé, quando o corpo começa a cobrar, e são daqueles itens que você só valoriza na hora que precisa.
O carregador portátil é obrigatório, mas atenção à regra deste ano: apenas power banks com dimensões iguais ou inferiores às de um aparelho celular serão permitidos na Cidade do Rock, e modelos maiores passam a integrar a lista de itens proibidos por questões de segurança. Então deixe o modelo gigante em casa e escolha um compacto. E vale um aviso: a alta concentração de pessoas pode dificultar as ligações em determinados momentos pela sobrecarga das redes móveis, então combine um ponto de encontro com quem for junto antes de entrar, para não depender do celular na hora do aperto.
Leque não é só pra fazer trá trá trá nos shows, até porque ele garante um refresco precioso nas horas de mais calor. Se puder, invista em algo além do boné, chapéu ou qualquer coisa que proteja a cabeça também, além, claro, do protetor solar, aquele item que quase todo mundo esquece e depois se arrepende. Passe antes de entrar e reforce ao longo do dia.
A capa de chuva entra na lista em qualquer um dos dias. Setembro no Rio é imprevisível e a Cidade do Rock não tem muitos lugares para se abrigar de uma pancada. De quebra, ela ainda funciona como casaco se a noite esfriar.
Ah, e pra quem está indo para ver uma das atrações de k-pop como Stray Kids, Hwasa e NEXZ , os lightsticks estão liberados!
Sapatos e roupas confortáveis
Aqui não tem meio-termo: use um sapato confortável e fechado. Salto alto e sapato aberto são receita para o desastre, porque o terreno amplo, a multidão e as longas horas em pé aumentam o risco de torções e dores. Se o calçado já estiver incomodando em casa, ele vai acabar com o seu dia. E, já que estamos no assunto, cuidado com os pés dos outros na muvuca também, porque unha perdida em grade não é exatamente raridade.
Vale reforçar que a Cidade do Rock é ENORME. Na edição de 2024, a média de tempo de caminhada dos portões até os palcos era de cerca de 10 minutos, isso sem contar com o tempo que você leva até chegar aos portões.
É fácil subestimar, mas você vai caminhar muito mais do que num dia comum, e ainda há muita coisa para fazer lá dentro entre palcos por conta das ativações de marcas e experiências espalhadas pelo mapa. Só o iFood terá quatro espaços na edição de 2026, incluindo a Montanha-Russa, ou seja, é bem mais do que assistir aos shows, e isso significa bastante chão pela frente.
Nas roupas, aposte em peças leves e que sequem rápido. Tecidos pesados, como jeans grosso, deixam o corpo abafado e podem gerar desconforto, então é melhor deixá-los de fora. Um casaco leve ou a própria capa de chuva dão conta do friozinho da madrugada carioca.
Dica extra: para quem sofre de fricção entre as coxas, vale investir em roupas mais curtas como shorts e saias, além de levar um creme antiatrito. Sério, isso salva vidas.
Dinheiro físico ou cartão?
O Rock in Rio funciona com cartões cashless, e cartões de crédito e débito são aceitos nos pontos de venda, sendo que o cartão pré-pago é uma boa opção para quem quer controlar o gasto sem se perder nas contas. O dinheiro em espécie não é mais aceito como pagamento para compras de comida e bebidas, além da merch, mas não é dispensável para situações de emergência, então é sempre bom levar uma pequena quantia na bolsa.
Como chegar e voltar
A mobilidade no Rock in Rio é um dos temas mais discutidos por fãs todos os anos, afinal esse é o ponto que mais dá dor de cabeça pra quem não se prepara, então presta atenção: durante os dias de show, o entorno do Parque Olímpico terá bloqueios de trânsito, e o transporte público e os serviços oficiais são as únicas formas de chegar perto da entrada. Esquece ir de carro próprio, porque não há estacionamento oficial na Cidade do Rock e os carros de aplicativo não conseguem chegar à porta do evento, apenas pessoas com deficiência possuem local de estacionamento próprio no festival, mediante preenchimento de formulário divulgado pelo Rock in Rio.

O transporte oficial do festival é o Ônibus Primeira Classe, a única forma de ir direto para dentro da Cidade do Rock. É a opção mais confortável; custa um pouco mais e tem pontos de embarque espalhados pela cidade. Além disso, na saída do festival, os ônibus não partem com horários fixos; a partir das 22h, o transporte fica disponível a qualquer momento, então, vale garantir o seu com antecedência.
Entre as alternativas de transporte público, o BRT Transolímpica é o mais eficiente para chegar à Cidade do Rock, com frota reforçada durante os dias do festival. O metrô também ajuda bastante: a linha 4 conecta a zona sul à Barra da Tijuca, com estações próximas ao Parque Olímpico, e irá operar em esquema especial nos dias de evento. Quem estiver hospedada por perto sai na frente, porque ficar na Barra da Tijuca garante o trajeto mais curto e um retorno mais fácil depois dos headliners.
Além dos transportes públicos e o oficial do festival, o Rock in Rio conta com os táxis credenciados. Geralmente, táxis são mais caros até por conta das tarifas e das diferentes bandeiras, mas na Cidade do Rock eles funcionam com uma tarifa fixa e são frequentemente fiscalizados. Na edição de 2024, percursos mais rápidos tinham a cobrança do valor fixo entre R$ 40 e R$ 60. Em viagens de curta distância, vale muito a pena pegar junto com os amigos e dividir a conta no final.
Checklist de sobrevivência
Antes de sair de casa, confira se está levando:
- Ingresso no Quentro
- Remédios de dor de cabeça, enjoo e cólica (um comprimido de cada, fora da cartela)
- Salompas ou pomada de alívio muscular
- Protetor solar
- Boné ou chapéu
- Leque
- Lightstick
- Capa de chuva
- Carregador portátil compacto (do tamanho de um celular)
- Cartão de crédito ou débito e/ou pré-pago
- Dinheiro em espécie de reserva
- Casaco leve para a madrugada
- Mochila pequena ou pochete
- Documento com foto
- Ponto de encontro combinado com a galera
- Transporte de ida e volta já planejado
No fim das contas, sobreviver ao Rock in Rio é sobre planejamento. Bebe água, se protege do sol e respeita os limites do seu corpo, porque o show mais esperado do ano não vale um desmaio no meio da multidão. Nos vemos na Cidade do Rock, e que setembro chegue logo!





