A nova geração do pop ganha mais um nome para ficar de olho, Sofia Gillani. Apostando em um som que mistura referências e transita entre diferentes gêneros, a artista vem construindo seu espaço com uma identidade marcada pelo avant-garde pop e uma forte conexão com suas próprias experiências.
Na última sexta-feira (13), Sofia deu mais um passo importante em sua trajetória com o lançamento de “Wake Up”, seu mais novo single, que chega como um dos destaques de uma fase promissora em sua carreira.
Em uma conversa com a WITC, ela falou sobre o novo momento, suas influências e o que o público pode esperar dos próximos capítulos de sua música.
Para quem está descobrindo seu trabalho agora: quem é Sofia Gillani, como a música entrou na sua vida e como você descreveria sua identidade artística hoje?
Sofia: Para quem não me conhece, eu sou a Sofia Gillani, uma artista independente de avant-garde pop, o que basicamente significa que eu misturo diferentes gêneros dentro do pop, como R&B, às vezes faço um pouco de drum and bass, esse tipo de coisa.
Eu comecei na música bem nova, por volta dos 12 anos, me apresentando, e desde então venho lançando músicas, crescendo minha base e aproveitando cada pequena conquista ao longo do caminho. Já lancei muitos singles, e tenho meu primeiro álbum chegando, “Reconceptualize”, que vem aí em abril.
Sua música mistura influências de pop, R&B, rock e outros estilos. De onde vêm essas referências musicais?
Sofia: Crescendo, eu fui exposta a uma grande variedade de artistas, principalmente porque meu pai ouvia muitos músicos diferentes. Eu ouvi muito R&B, mas também Michael Jackson – eu amava Michael Jackson quando era mais nova – e um pouco de Freddie Mercury, os ícones em geral. E percebi que, quando se trata da minha música, eu não conseguia ficar só dentro do pop, eu sempre incorporava o que estava ouvindo naquele momento. Hoje, minhas maiores influências são Victoria Monét, Ariana Grande e Kali Uchis.
Estamos em época de Lollapalooza na América Latina. Se você pudesse montar uma line-up dos sonhos, incluindo você, quem estaria nela?
Sofia: Meu line-up dos sonhos… eu diria Bruno Mars, com certeza. Também Victoria Monét, como eu mencionei. Eu gosto muito da Sabrina Carpenter, então ela estaria lá. Acho que KATSEYE está no Lollapalooza esse ano, então seria muito legal também. E talvez o Charlie Puth, já que ele está lançando um álbum novo e eu vou vê-lo ao vivo, eu adoraria que ele estivesse nesse line-up.
Seu som é descrito como avant-garde pop, um rótulo que abre muitas possibilidades. Como você descreveria o universo musical da Sofia Gillani para alguém que ainda não te ouviu?
Sofia: Eu gostei dessa pergunta. Eu diria que, quando escrevo minhas músicas, escrevo com base nas minhas experiências e construo o som ao redor disso. Então, toda a minha música realmente vem de mim como pessoa.
Se eu tivesse que descrever um universo musical, eu diria que minha música é um reflexo de mim, do que estou passando e das minhas experiências. Isso aparece nos sons, músicas mais felizes podem ser mais pop ou drum and bass, enquanto músicas mais profundas podem ser mais R&B. E eu estou muito animada em mostrar tudo isso no meu próximo projeto, lá tem muito mais de mim. Sinto que tenho muita criatividade e eu só quero poder expressar isso da maneira mais livre que eu possa.
Você já lançou diversos singles até agora. Quando percebeu que queria transformar a música em um projeto sério de carreira?
Sofia: Eu sempre fui uma pessoa bem expressiva, mesmo antes da música. E eu consigo lembrar do momento, eu tinha acabado de ganhar um concurso de talentos. Eu já escrevia bastante, mas percebi que queria levar isso a sério durante a adolescência, porque queria contribuir com algo para a indústria musical e colocar minha voz no mundo. E eu estou tão feliz que consegui. Música é amor.
Seu novo single “Wake Up” chega oficialmente amanhã. Como você está se sentindo nesse momento?
Sofia: Estou me sentindo melhor do que nunca, porque é realmente uma das minhas músicas favoritas. Eu estava esperando muito tempo para lançá-la, então estou muito feliz que agora ela está saindo e que posso finalmente mostrar para o mundo.
Antes mesmo do lançamento oficial, a música já tocou na BBC Introducing e na BBC Asian Network. Como foi saber que “Wake Up” estava começando a ganhar esse tipo de atenção?
Sofia: Eu pensei: se eles já gostaram, sei que meu público também vai gostar. Fiquei muito animada, muito feliz, porque já toquei na BBC antes, mas essa foi uma das primeiras vezes em que uma música ainda não lançada foi tocada, o que foi meio louco. Estou adorando todo o apoio e tem muitas coisas empolgantes acontecendo este ano, estou pronta para tudo isso.
Podemos dizer que “Wake Up” representa um tipo de despertar na sua jornada. Qual foi o estalo emocional ou criativo por trás da música?
Sofia: Eu queria criar algo divertido, sendo bem sincera. É uma música bem animada, mas com uma mensagem mais profunda por trás. “Wake Up” fala sobre sair, se divertir, mas também sobre não tentar escapar da realidade o tempo todo, sobre realmente acordar. É uma das minhas favoritas do álbum.
E você pode nos dar um spoiler sobre o novo álbum? Como estão os preparativos?
Sofia: É meu primeiro álbum de verdade, oficial. Ele se chama “Reconceptualize” e o significado vem das diferentes fases que eu passei, tanto como uma profissional na indústria musical quanto uma pessoa mesmo, já que esses dois lados foram desenvolvidos lado a lado. Cada música representa uma época da minha vida e como eu reimaginei diferentes partes de mim. É diferente, é pop, tem elementos de R&B e é a minha vida em um álbum, basicamente.
Sua música mistura emoções diferentes, algumas mais introspectivas e outras mais expansivas. Como você equilibra essa vulnerabilidade com o processo criativo?
Sofia: Eu acho que preciso traçar uma linha, principalmente no estúdio. A gente coloca muito tempo e trabalho nas músicas, é um trabalho de amor, mas se você coloca demais de si e tenta ser muito perfeccionista, o projeto pode acabar nunca sendo lançando. Então também tentamos olhar de fora e entender quando está pronto, dar um passo atrás e deixar a música seguir.
Muitos artistas falam sobre encontrar a própria voz. Você sente que está nesse processo ou que ele nunca termina de verdade?
Sofia: Eu acho que nunca termina. Estamos sempre mudando como pessoas, sempre passando por novas experiências, a vida é uma montanha-russa, então nunca vai existir um momento em que eu diga, “pronto, essa é minha voz final”. Eu sempre vou querer continuar aprendendo.
Se sua música pudesse viajar no tempo e alcançar você mesma alguns anos atrás, o que você acha que aquela versão da Sofia sentiria ao ouvir?
Sofia: Nossa, a Sofia mais nova diria “você está em um vinil? Em um álbum? Isso é loucura!” Ela ficaria muito animada, ainda estou, pra ser sincera. Acho que ela ficaria muito orgulhosa, porque colocamos muito trabalho, paixão e amor nisso tudo. Ela pensaria que estamos no pico da minha carreira.. Não estamos, ainda é só o começo! Mas ela pensaria.
Se sua carreira musical fosse um filme, qual seria o título do capítulo que você está vivendo agora?
Sofia: Eu diria “Pieces of Me” (Pedaços de Mim). Acho que representa bem esse momento.
O Brasil é conhecido por ter plateias muito intensas em shows, daquelas que cantam cada palavra. Como você imagina que seria a experiência de tocar suas músicas para um público assim?
Sofia: Qualquer público que se conecta com a música dessa forma, com tanta energia, é incrível de se apresentar. Isso mostra que a música está realmente ressoando. Acho que seria uma experiência incrível e o Brasil sempre esteve na minha lista de sonhos, tô falando muito sério.
Pra fechar: se você pudesse mandar uma mensagem para pessoas no Brasil que estão descobrindo sua música agora, o que diria?
Sofia: Se você quer uma música nova, divertida e diferente, escute Sofia Gillani. E fiquem ligados, porque tem muitas coisas incríveis vindo por aí. E eu prometo que vou até o Brasil a gente vai ouvir minhas músicas juntos. Vai ser incrível.






