O C6 Fest 2026 aconteceu nos dias 23 e 24 de maio, no Parque Ibirapuera, reunindo fãs de música alternativa para mais uma edição do festival que já virou um dos mais queridos de São Paulo. Com artistas nacionais e internacionais dividindo os palcos ao longo do dia, o evento mais uma vez misturou diferentes estilos, gerações e públicos em um fim de semana que foi muito além dos shows.
Mesmo com a chuva forte que caiu durante a tarde, o público continuou firme no festival esperando pelas atrações da noite. A lama tomou conta de vários espaços, capas de chuva viraram parte do look oficial do evento e muita gente passou horas sem sair da grade para garantir um bom lugar. Ainda assim, o clima entre os fãs continuou animado, principalmente pela expectativa dos shows mais aguardados do fim de semana.
Um dos momentos mais esperados foi o retorno do The xx ao Brasil depois de nove anos. Desde cedo já tinha gente esperando na frente do palco principal para ver a banda de perto. Quando o show começou, o público respondeu cantando praticamente todas as músicas em coro. Com uma apresentação mais intimista e cheia daquela estética melancólica que marcou a carreira do grupo, o The xx entregou exatamente o que os fãs estavam esperando depois de tantos anos de espera.



A estreia do Wolf Alice em São Paulo também virou um dos assuntos mais comentados do festival. A banda trouxe um show intenso, cheio de energia e presença de palco, conquistando tanto quem já acompanhava o grupo quanto quem estava conhecendo o som ali pela primeira vez. Foi daqueles shows que conseguem prender a atenção até de quem estava passando pelo palco sem grandes expectativas.





Já Mano Brown levou ao festival uma apresentação com forte inspiração nos anos 70, misturando soul, funk e rap em um show muito elegante e cheio de personalidade. Com banda completa e uma presença de palco forte do começo ao fim, Mano mostrou mais uma vez porque continua sendo um dos nomes mais importantes da música brasileira.



Entre os shows mais leves e divertidos do festival estavam Magdalena Bay, Horsegirl, Oklou e Amaarae. Cada um com uma estética muito própria, os artistas ajudaram a deixar o festival com aquela sensação de descoberta musical que faz parte da proposta do C6 Fest desde as primeiras edições.
A Lykke Li fez um show mais conceitual e visualmente bonito, apostando em uma iluminação mais fechada e bastante fumaça no palco. Apesar da proposta combinar com o clima das músicas, muita gente comentou que o excesso de fumaça acabou dificultando um pouco a visão de quem estava mais distante.
Outro momento que chamou bastante atenção foi o show de Matt Berninger. Em vários momentos ele desceu para a plateia, abraçou fãs e cantou no meio do público, criando uma conexão muito próxima e espontânea durante a apresentação. Foi um daqueles shows que acabam ficando marcados justamente pelos pequenos momentos inesperados.



E como sempre, Os Paralamas do Sucesso mostraram porque continuam sendo uma das bandas mais queridas do país. O show reuniu desde fãs que acompanham a banda há décadas até um público mais novo, com todo mundo cantando junto clássicos que atravessam gerações.
Do começo da tarde até o fim da noite, o C6 Fest mostrou mais uma vez porque ganhou espaço no calendário de festivais do Brasil. Misturando artistas novos, nomes já consagrados e um público realmente apaixonado por música, a edição de 2026 conseguiu transformar até a chuva em parte da experiência.
Fotos: Mariana Fernandes e Lohanne Vilela





