O CarnaUOL 2026 começou daquele jeito clássico de festival grande: público chegando aos poucos, estádio ainda meio vazio e uma sensação de aquecimento antes da explosão. Mas bastou a noite cair para o Allianz Parque ganhar outra cara. A cada show, mais gente, mais barulho e mais clima de Carnaval fora de época.
Dilsinho abriu os trabalhos trazendo o pagode romântico que funciona muito bem nesse horário. Foi um show leve, gostoso e certeiro para ir colocando todo mundo no mood da festa, sem pressa, só deixando a energia subir naturalmente.
Quando João Gomes entrou em cena, o clima já era outro. Muito querido pelo público, ele levou o piseiro para o CarnaUOL e conquistou o estádio com um cover de “A Noite”, da Tiê, criando um daqueles momentos mais afetivos da programação.
Marina Sena entregou um showzaço e fez jus à expectativa. A “marinada” tomou conta do Allianz Parque com música, dança e muita entrega. Faixas como “Carnaval” e “Dano Sarrada” embalaram o público, com direito a tinta, movimento e uma presença de palco que envolveu do começo ao fim.
Mesmo com a chuva, o show da Kesha foi totalmente elétrico. A cantora não perdeu o ritmo em nenhum momento e transformou o clima em parte da experiência. Hits como “Tik Tok” e “We R Who We R” fizeram o estádio pular, enquanto ela falava sobre liberdade de um jeito muito pessoal. Essa narrativa vem de um momento importante da sua carreira: após anos presa a um contrato e uma longa batalha judicial, Kesha conseguiu retomar o controle da própria obra e hoje lança música de forma independente, pelo seu próprio selo. No palco, essa liberdade artística virou energia, discurso e conexão real com a plateia.
Para encerrar, Pabllo Vittar fez o que já virou assinatura. Vocais afiados, coreografias impecáveis e uma presença de palco que domina o espaço com facilidade. O público respondeu em peso a “Amor de Que” e “KO”, fechando a noite com energia lá em cima e clima de celebração.
No fim, o CarnaUOL 2026 mostrou que sabe crescer ao longo da noite. Começou tímido, terminou grandioso e entregou uma mistura de ritmos, públicos e sensações que fazem sentido juntos. Mesmo debaixo de chuva, a festa aconteceu.
Fotos: Mari Fernandes


