Por Dentro Do Álbum

Por Dentro do Álbum: You & I – Rita Ora

Rita Ora acaba de lançar “You & I”, seu primeiro álbum em 5 anos, desde o lançamento do Phoenix, em 2018.

O dance está voltando e artistas como Faouzia, com “Don’t Call Me” e Troye Sivan, com “Rush”, são perfeitos exemplos. Letras mais particulares e uma influência do dance que ela tanto ama formam esse novo trabalho, porém há muitas curiosidades que o deixa ainda mais especial. 

Don’t Think Twice é a faixa que abre o álbum com uma intro que vai crescendo direto ao pop puro que a gente tanto ama ver de Ora. Como diz o título da música, é sobre não pensar duas vezes e entrar de cabeça em um relacionamento romântico, agarrando o momento.

You Only Love Me foi a primeira música que pudemos ouvir do álbum, lançada em janeiro. Uma mensagem de voz é a intro. “Rita, sou eu”, diz Taika Waititi, seu esposo. Considerando uma composição vulnerável, ela lembrou de como eles vivem enviando mensagens um para o outro e o convidou para gravar o trecho, mantendo a sinceridade da música que retrata a incerteza sobre ser amada ou não de volta.

Rita Ora e Taika Waititi

Praising You é o segundo single e o produtor Fatboy Slim se junta à Rita. Ela é uma reimaginação de “Praise You” de Slim, sucesso lançado em 1998. Ora é uma grande fã e contou que ele é uma das razões pelas quais ela tanto ama música eletrônica.

E mais uma curiosidade: Taika Waititi, esposo de Rita, é diretor e dirigiu o clipe!

“Você realmente pegou esse sample que eu fiz dessa música dos anos 70 e fez um trabalho muito bom. Realmente a trouxe para a atualidade. Estou muito orgulhoso de entregá-la a você!” – disse Fatboy Slim quando Rita enviou sua versão para que ele aprovasse.

Confira a original:

Unfeel It era inicialmente uma música no violão, mas o produtor Oak disse que eles deviam dar uma energia ao som e ele acabou criando um ritmo EDM, que virou a versão final.

You & I foi escrita no dia seguinte do seu casamento. Rita estava de ressaca e tomou coragem pra falar com o produtor Cirkut. Nesse dia, em apenas uma hora e meia, eles fizeram a música que deu o nome ao disco.

Sua vontade era de fazer uma música de casamento e ela incluiu na letra nome das suas músicas de amor favoritas, como “I Wanna Dance With Somebody”, “Sweet Caroline”, “The Way You Look Tonight”, “Eternal Flame”, “Until I Found You” e “Stand By Me”. Outro detalhe simbólico e interessante são os sinos da igreja que tocam ao fundo.

That Girl tem sample da música “Party All the Time” de Eddie Murphy. Na música original Murphy fala sobre uma garota que ele deseja e que gosta de festejar o tempo todo, já na versão de Ora, ela adiciona a perspectiva dela na festa abraçando essa persona e curtindo junto com a dita garota.

Shape of Me é uma homenagem à sua mãe, que assim como ela é forte e trabalhadora. “Don’t you worry babe, you got my blood in your veins” / “Não se importe amor, você tem meu sangue em suas veias” é seu verso favorito.

Rita e sua mãe, Vera

Girl in The Mirror foi inspirada pelo clipe de Beautiful da Christina Aguilera. No vídeo, todas as pessoas diferentes vão gradualmente passando pelos seus conflitos internos enquanto se olham no espelho, incluindo Christina.

Rita faz referência a esse momento no título da música (“Garota no Espelho”) e na letra quando menciona que vê seu eu passado a encarando de volta no espelho. 

Notting Hill é a penúltima do disco e a cidade na qual Rita cresceu. Nessa música Rita fala sobre como era viver por lá. O “Mau Mau”, mencionado na letra, era um bar onde ela costumava ir e cantar karaokê.

Com 12 músicas, esse é definitivamente o álbum mais pessoal de Rita Ora. Ou, ao menos, o que mais transmite quem ela é e qual é a sua história. Você ouve de onde ela veio, como foi crescer, se aceitar, estar confortável na própria pele, casar, e a visão de uma vida pós casamento.

Não somente liricamente, mas sonoramente, há maior maturidade no terceiro longo ato da discografia de Ora e isso fica perceptível ainda mais em sua versatilidade. O bom e típico pop perfeito está lá, seu EDM com grande influência da era disco também, mas há faixas calmas e suaves que dão o perfeito equilíbrio para a obra.

Ouça “You & I”

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