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I Wanna Be Tour reúne nomes do emo nacionais e internacionais para um show de nostalgia em sua primeira edição

Para quem ansiava e sonhava por anos com uma Warped Tour ou até mesmo com o recente criado When We Were Young, festivais que carregam grandes nomes do emo, a I Wanna Be Tour foi um sonho realizado para o público brasileiro. Curioso falar que a própria Vans, que carregava o nome do festival Warped, foi uma das patrocinadoras oficiais, trazendo diversas ativações dentro e fora do evento e criando toda a atmosfera que sempre foi um sonho do emo brasileiro. Rolou cabine de fotos para guardar a memória e brindes como mãos do rock em EVA, tatuagens temporárias, palhetas, chaveiros e adesivos.

Com uma lineup de 12 artistas, incluindo nomes nacionais e internacionais, as apresentações se dividiram em dois palcos com quase 13 horas de show sem intervalos. Abrindo o festival, foi a Fresno, que levou a brincadeira do ‘café da manhã’ por tocarem já às 11h, carregaram um grande público já cedo em todas as cidades. Em São Paulo, no primeiro dia do fest, parte do público não conseguiu nem entrar a tempo e cantaram tudo direto dos corredores do Allianz Parque.

O posicionamento de um palco lado a lado com shows direto foi uma boa jogada, mantendo a maioria do pessoal presente e evitando atrasos entre a entrada de um ato e outro. Porém, nem tudo é flores e, além de erros e atrasos técnicos, em algumas cidades até mesmo o atraso da montagem prejudicou o público e a experiência do festival.

Diferente de São Paulo, em Belo Horizonte o café da manhã com o Fresno foi um pouco diferente – com um atraso de meia hora, a banda brasileira só subiu ao palco às 11:30. Depois disso, os fãs se depararam com problemas técnicos no palco “It’s a Lifestyle”, que fez com que a banda Mayday Parade se apresentasse antes do Plain White T’s, que precisaram encurtar a setlist – assim como a maioria das bandas que se apresentaram no dia 10 de março.

Porém, isso não foi um empecilho para os presentes, que pareceram querer aproveitar cada momento do festival. Pensando que estamos em uma era onde todos gostam de guardar o momento na memória do celular, o público em sua maioria parecia despreocupado em gravar. Não que haja problema nisso, mas ver a música prendendo sua atenção em quase um total foi interessante. Talvez seja a soma da época, da qual a maioria do público vem, com o grande amor pela música que resultou nisso.

Todavia, ainda falando sobre o amor do público pela música e a dedicação para estar presente nas 13 horas de festival, também não podemos deixar de mencionar o que aconteceu no Rio de Janeiro, onde infelizmente perdemos um fã. João Vinicius faleceu após uma descarga elétrica de um food truck na área de alimentação durante a forte chuva que atingiu o local, de acordo com o que foi divulgado. Durante o último dia do festival, a NX Zero e o Simple Plan prestaram homenagem ao jovem, lamentando essa perda e dedicando músicas como “Cedo ou Tarde” para ele e sua família

“Nós todos viemos aqui para nos divertir e de vez em quando acidentes ruins acontecem, é triste pra caralho, mas queremos dizer aos amigos e família [de João] que nós os amamos muito e estamos com vocês em nossos pensamentos”

Pierre Bouvier, do Simple Plan, falando sobre João Vinícius na I Wanna Be Tour em Belo Horizonte.

Simple Plan, A Day to Remember, NX Zero, The All American Rejects, All Time Low, The Used, Asking Alexandria, Boys Like Girls, Pitty, Mayday Parade, Plain White T’s e Fresno, apesar dos pesares, carregaram uma estreia de respeito e deixaram marcado um legado para a I Wanna Be Tour.

Confira imagens do dia inicial e final da edição de 2024:

São Paulo

Belo Horizonte

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