Stephen Sanchez encerra turnê com um charme inigualável e storytelling envolvente antes de vir ao Brasil

Já pensou entrar em um show e se tele transportar pros anos 50? Foi assim o sentimento ao chegar na última data da turnê global do Stephen Sanchez, que celebrava o seu álbum Angel Face e sua versão Club Deluxe.

O Angel Face conta a história de uma persona de Stephen e sua banda, Stephen Sanchez & The Moon Crests, que em 1958 estouram com o hit Until I Found You no programa The Connie Co Show. Sua vida muda ao conhecer Evangeline em 1964. Essa é a primeira música do disco e, também, do show.

Antes mesmo do ato principal subir aos palcos, o talk show já começa. Além de intitular essa parte final da turnê, o The Connie Co Show é um programa no qual o host foi responsável por descobri-lo. O The Paper Kites é introduzido ao palco e é um leve aquecimento ao público, conquistando atenção em uma das últimas músicas, o sucesso Bloom.

Uma das partes mais interessantes desse show é que, mesmo na pausa entre a abertura e o principal, a atmosfera não muda. O host do programa volta ao palco pra comentar sobre a performance e ao longo do tempo, conversa com o público lembrando que faltam apenas 15 e 5 minutos para o espetáculo começar.


Mais legal ainda é olhar ao redor: praticamente todo o público, com as idades mais variadas, vai vestido como se fossem os anos 50 e 60, com vestidos e ternos. Nessa noite, em específico, ainda haviam fantasias — um pedido especial do próprio Stephen — em comemoração ao Halloween.

Todo o storytelling do Angel Face é entregue de forma fenomenal. Enquanto outras partes da turnê demonstravam outros trechos da história, essa leg final relembra um pouco de como tudo começou. Assim como Elvis Presley and The Blue Moon Boys virou apenas Elvis, O Rei, Stephen Sanchez & The Moon Crests ainda se tornaria apenas Stephen Sanchez ou, The Troubadour Sanchez.

Solo, pelos anos 60, ele faz uma residência no Angel Club onde conhece e se apaixona por Evangeline, mulher de Hunter dono do clube e de uma gangue, que viria a assassinar Stephen pouco depois ao descobrir que ele tinha roubado sua garota e que iriam fugir juntos.

De volta ao palco do Dr Phillips Center, introduzido também pelo host, Stephen Sanchez entra no palco com a letra em que se declara seu amor à Evangeline. Only Girl é a segunda composição performada e mantém a energia dos fãs que gritaram tanto pela sua entrada, além de seguir com o pedido para que Evangeline seja sua garota. Essa música é cantada por ambos Stephen e Hunter.

O coro do público em Be More é provavelmente uma das partes mais lindas. Pela simplicidade, pelo jeito que a música transcende ali. Em um momento particular, se torna uma das minhas favoritas pós-show.

Stephen sabe mesclar sua sonoridade nostálgica, aclamada por críticos, com sucessos clássicos atemporais como Put Your Head On My Shoulder e Oh, Pretty Woman. Não é à toa que recebeu tantos elogios. Mesmo sabendo que o cantor não vai se estender muito com o conceito dessa época, é impossível não ficar fascinado em como sua voz se molda perfeitamente nesse estilo musical.

Com um palco giratório que nos transporta de volta ao programa ao vivo, câmeras vintage aos cantos do cenário, o show se divide perfeitamente. Após The Pool, Stephen se senta ao sofá e responde algumas perguntas de fãs, como dicas para um primeiro encontro.


Em um momento descontraído, uma fã chamada Lisa é convidada ao palco para uma divertida competição de quem consegue pegar mais M&Ms com a boca… e ela vence! Como prêmio, Lisa também recebe produtos oficiais do artista.

O único momento em que não há vozes o acompanhando, é quando Stephen para pra falar. A emoção era evidente assim que começou a agradecer sua banda e relembrar toda a trajetória da turnê até a noite em que estávamos, a última de muitas datas.

“Essa turnê significou muito pra mim. Foi a turnê onde senti mais felicidade e mais me diverti, e também a que mais senti dor e tristeza. Esses caras e essa banda são meus melhores amigos. Eles são meus irmãos a esse ponto e não sei se conseguiria continuar sem eles. Eles me apoiaram e me ajudaram quando quis chorar, me convenceram a continuar subindo nesse palco e a escrever músicas quando eu sentia que deveria acabar com tudo. Por causa deles, eu pude sair e ver o mundo.”

Stephen discursava enquanto os olhos enchiam d’água. Assistir alguém que levanta um show tão incríve com tanta gratidão, acaba nos emocionando também.

Em seguida, ele introduz Cages, um cover de uma banda que assistiu quando tinha 15 anos. Sanchez lembra que era um show com assentos, assim como os nossos ali, e ao dizer que se identifica ainda mais com a música hoje em dia, conta que não acredita que ele é “o cara que está nos palcos” agora.

Um cover incrível de Holding On do The War On Drugs e sua autoral Please Don’t Leave Just Yet encerram o set acústico da maneira mais bonita e emocional possível.

Aproveitando do estilo do local, Stephen desce duas vezes pelo público – uma vez no meio e outra ao final da noite. O formato de teatro é perfeito para apresentar toda a experiência e show completo que eles tem para oferecer.

A sequência de Howling at Wolves e High põe a galera lá pra cima novamente antes de chegar na mais esperada, o smash hit de 1958, Until I Found You.

Quando todos pensam que o show chegou ao fim, Stephen pede que segurem sua guitarra, e, de repente, o instrumental de Shake começa com uma energia contagiante, pegando todos de surpresa de forma divertida e cativante. Fica difícil colocar em palavras o sentimento desse momento de tão louco que é.

Pra completar a loucura, exasperado na vibe do show final, Sanchez bate com o pedestal no chão, tira o sapato e joga na multidão. Nas cadeiras, não tem quem não esteja rindo e pulando nos seus lugares.

É, de verdade, uma experiência imersiva sem igual. Ele excede todas as expectativas que possam er sidas criadas. Fica até difícil acreditar no discurso feito minutos antes onde Sanchez duvidava de voltar aos palcos, afinal, ele nasceu pra isso.

Confira a setlist e fotos abaixo:

  1. Evangeline
  2. Only Girl
  3. Emotional Vacation
  4. Doesn’t Do Me Any Good
  5. I Need You Most of All
  6. Be More
  7. No One Knows
  8. Put Your Head on My Shoulder (Paul Anka cover)
  9. The Other Side
  10. Oh, Pretty Woman (Roy Orbison cover)
  11. Hey Girl
  12. The Pool
  13. Cages (NEEDTOBREATHE cover)
  14. Holding On (The War on Drugs cover)
  15. Please Don’t Go Home Yet
  16. Howling at Wolves
  17. High
  18. Amy & Mary
  19. Until I Found You
  20. Shake (com The Paper Kites)

THE PAPER KITES

STEPHEN SANCHEZ

Fotos: Carol Marins

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junho, 2026

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Em um intervalo de sete anos muita coisa aconteceu, mas foi com um álbum que Jade Baraldo (@jadebaraldo) encontrou um processo de cura e, consequentemente, uma reconstrução com seu lado artístico.

Co-assinado pelo duo @olasantin, “Não Há Nada Mais Honesto Que Um Sonho” narra a mudança de Jade para o Rio de Janeiro e o início de uma separação. 

Leia a entrevista no site www.weinthecrowd.com 🌐

✍️ @killhospital
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2 dias ago
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Visualizer de “Eu e Você”, colaboração das excepcionais @jadebaraldo e @clauoficial, em primeira mão para vocês. ♥️

Quanto tempo demora para termos um verdadeiro sentimento para ser exposto para milhares de pessoas? Jade está de volta com o álbum “Não Há Nada Mais Honesto que um Sonho”, desenvolvido com o duo @olasantin, já disponível em todas as plataformas digitais.
 
Direção e Edição: Juliana Colinas - @jucolinas
Direção Criativa e Styling: Guilherme Orlando - @gui.orland
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5 dias ago
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2/9
“Sinto uma quantidade extrema de amor e cuidado com a música em geral [no Brasil]. Isso significa algo. É algo tão importante para as pessoas ao redor, que nos faz sentir também. É um bom lembrete para amar o que você ama.” 💜

Que nós amamos o The Maine não é segredo, mas essa declaração do Garrett e do Kennedy mexeu com a gente. 🥲

#themaine
“Sinto uma quantidade extrema de amor e cuidado com a música em geral [no Brasil]. Isso significa algo. É algo tão importante para as pessoas ao redor, que nos faz sentir também. É um bom lembrete para amar o que você ama.” 💜 Que nós amamos o The Maine não é segredo, mas essa declaração do Garrett e do Kennedy mexeu com a gente. 🥲 #themaine
5 dias ago
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Se o Harry Styles ficou confuso, a gente explica pra ele quem é Garrett Graham 😮‍💨

🎥 Reprodução: OMGETOVERIT/X

#harrystyles #offcampus
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6 dias ago
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Avery Lynch está preparada para se tornar a sua artista favorita! A cantora vem conquistando ouvintes ao redor do mundo com suas composições emocionantes e com sua voz delicada que transforma sentimentos em melodias que vão te fazer chorar. Uma artista promissora que com certeza merece um espaço na sua playlist. 

Ficou curioso? Vem conferir o que ela tem a dizer na nossa entrevista no YouTube e confira a matéria completa já disponível no site! weinthecrowd.com

#averylynch
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6 dias ago
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Maio trouxe infinitos lançamentos de nossos artistas favoritos, um mês agitado para quem acompanha o universo da música. 

De singles aguardados, novos artistas a projetos inéditos, selecionamos alguns dos destaques que mais chamaram a atenção do WITC ao longo do mês. 

Corre no link da bio pra ouvir tudinho e ler a matéria no nosso site também!
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1 semana ago
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Erin LeCount (@erinlecount) pode ser um nome que você ainda não conhece, mas que vai te encantar. 

A britânica ficou conhecida no TikTok por conta de edits com suas músicas, mas sua estética vai muito além. Com faixas produzidas com harpas e corais feitos por ela mesma, ela transforma música em uma verdadeira experiência.

Com 3 EPs lançados, a cantora vem crescendo cada vez mais. Arrasta para o lado e acesse o nosso site pra conhecer mais. 🪽

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2 semanas ago
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Que mistura de sensações foi o dia 2 de C6 Fest! 🤯

Passamos pela energia de Magdalena Bay, cantamos os hinos dos Paralamas do Sucesso, e fomos transportados pelas apresentações de Beirut e do lendário Robert Plant no Palco Heineken.

Na Tenda MetLife, o clima foi estético e intimista com a fumaça de Lykke Li, a fofura de Oklou e a grandiosidade de Benjamin Clementine. Pra completar o dia perfeito, o Auditório Lab entregou tudo com o show super aguardado de Cameron Winter.

📸 @marihfc.pics @lohannevillela
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📸 @marihfc.pics @lohannevillela
Que mistura de sensações foi o dia 2 de C6 Fest! 🤯

Passamos pela energia de Magdalena Bay, cantamos os hinos dos Paralamas do Sucesso, e fomos transportados pelas apresentações de Beirut e do lendário Robert Plant no Palco Heineken.

Na Tenda MetLife, o clima foi estético e intimista com a fumaça de Lykke Li, a fofura de Oklou e a grandiosidade de Benjamin Clementine. Pra completar o dia perfeito, o Auditório Lab entregou tudo com o show super aguardado de Cameron Winter.

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2 semanas ago
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8/9
Nem a chuva conseguiu parar o primeiro dia de C6 Fest. E que bom, porque a espera valeu a pena!

Teve o retorno nostálgico do The XX, a estreia do Wolf Alice em São Paulo, o baile anos 70 do Mano Brown e o show emocionante do Matt Berninger. Junte a isso a energia contagiante da Amaarae e a apresentação envolvente do Horse Girl, e o resultado foi um dia completo, do começo ao fim.

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