“Eu precisei pesquisar ela no Google porque eu não conhecia e o catálogo dela é insano, meu Deus”, comentou um internauta no X. E realmente, é insano.
Amy Allen pode não ser um nome tão conhecido para quem não está tão atento nas entrelinhas do mundo musical, mas suas palavras estão presentes em hits de Harry Styles, Sabrina Carpenter, Justin Bieber, Bruno Mars, Selena Gomez, Shawn Mendes, entre outros nomes gigantes. A lista é extensa e, muito provavelmente, você já ouviu quase todas essas músicas. Entre estouros recentes, temos APT. e So Easy (To Fall In Love), de Olivia Dean.
Nascida em Maine, nos Estados Unidos, Amy cresceu ouvindo os álbuns clássicos de rock do pai e participou da banda da sua irmã durante o ensino fundamental, Jerks of Grass, como baixista, tocando em diversos bares e pubs. Mais tarde, chegou a participar de uma audição para o The Voice.
Mas sua carreira estudantil não começou na música. Na verdade, a saga Crepúsculo mudou tudo. E não, você não leu errado. Foi em uma ida ao cinema para assistir Amanhecer: Parte 1 que decidiu sair da faculdade de enfermagem. Amy mal conseguiu ficar na sala ao ver a cena do parto de Renesmee.
“Eu apaguei completamente. E pensei: acho que não deveria ser enfermeira se não consigo nem ver um vampiro de mentira nascer.”, contou ao NPR
Assim, decidiu entrar para a famosa Faculdade Berklee de Música e lá começou a gravar e lançar seus próprios CDs. Entre os artistas que se estudaram em Berklee estão nomes como Justin Timberlake, John Mayer e Quincy Jones.
Após se graduar, formou a banda Amy & The Engine e se mudou para Nova Iorque por um ano. Em 2017, um ano antes de se separarem, começou a frequentar as pitch sessions, onde compositores e produtores criam músicas sem um artista definido para elas. Foi assim que Back To You chegou até Selena Gomez. Pouco depois, se mudou para Los Angeles e não demorou muito para cravar o seu primeiro grande sucesso mundial: Without Me, na voz de Halsey.
Vencedora da categoria de Compositora do Ano, Allen também venceu a mesma categoria em 2025 e foi indicada em 2023, provando ser um grande destaque atual da composição com um talento que não se mensura.
Até mesmo no ano anterior às vitórias, a Variety publicou uma matéria destacando seu trabalho por dominar 2024 com os hits. Seu nome se tornou conhecido rapidamente, mas não foi à toa.
Confira a seguir quais faixas a levaram ser indicada ao Grammys:
| 2023 | For My Friends – King Princess; The Hardest Part – Alexander 23; If We Were A Party – Alexander 23; If You Love Me – Lizzo; Magic Wand – Alexander 23; Matilda – Harry Styles; Move Me – Charli XCX; Too Bad – King Princess; Vicious – Sabrina Carpenter | Indicada |
| 2025 | Chrome Cowgirl – Leon Bridges; Espresso – Sabrina Carpenter; High Road – Koe Wetzel ft. Jessie Murph; Please Please Please – Sabrina Carpenter; run for the Hills – Tate McRae; Scared of My Guitar – Olivia Rodrigo; Selfish – Justin Timberlake; Sweet Dreams – Koe Wetzel; Taste – Sabrina Carpenter | Vencedora |
| 2026 | Apt. – ROSÉ & Bruno Mars; Bad as the Rest – Jessie Murph; Hail Mary – Shaboozey & Sierra Ferrell; Handlebars – JENNIE featuring Dua Lipa; Just Keep Watching – Tate McRae; Lost in Translation – Carín León & Kacey Musgraves; Manchild – Sabrina Carpenter; Tears – Sabrina Carpenter; Why – Jon Bellion featuring Luke Combs | Vencedora |

Amy já contou que, quando estudava, ouvia muito músicas compostas por Julia Michaels e questionava quem era a grande mente por trás de toda a sua “trilha sonora pessoal”. Podemos dizer que a vida realmente imita a arte, vendo onde Allen chegou. Atualmente, as duas são amigas próximas e trabalharam juntas com Sabrina Carpenter, a diva pop que também mudou a sua perspectiva na música e que a deu a chance de participar da escrita de todas as músicas em um álbum.
“Fazer parte de cada música do Short N’ Sweet e Man’s Best Friend mudou completamente a minha relação com a música. Sinceramente, há memórias infinitas dos dois álbuns. Em um minuto, estávamos falando sobre algo muito vulnerável e, no seguinte,estávamos rindo de forma histérica. A gente se olhava e pensava: “Meu Deus, nós vamos falar isso mesmo?! Ok, nós vamos.”
– Amy Allen para a Music Week
Porém, além de estar por trás de sucessos, Amy também é uma artista solo. Segundo ela, isso muda o processo: quando escreve para outros artistas, começa sempre pelo refrão; quando é para si mesma, tende a escrever linearmente, como um poema. Há dois anos, chegou a se apresentar no Madison Square Garden, como ato de abertura do Bleachers, banda do Jack Antonoff.
Amy Allen foi lançado em agosto de 2024 e marca sua jornada como seu álbum de estreia solo. Ela afirma que o disco lhe deu a visão de que caminhos podem coexistir e de que não é preciso escolher fazer apenas uma coisa, já que vivemos apenas uma vez.
Por aqui, só resta agradecer: quanto mais Amy Allen, mais trilhas sonoras embalando a nossa vida.



