Artista do Mês: Katelyn Tarver

Nome: Katelyn Tarver
Idade: 35 anos
Origem: Glennville, Estados Unidos
Artistas favoritos: Taylor Swift, Sara Bareilles e Colbie Caillat
Para quem gosta de: Sasha Alex Sloan, Lewis Capaldi e Olivia Rodrigo

Tem artista que começa na TV e depois vai pra música. E tem a Katelyn Tarver, que fez tudo ao mesmo tempo.

Ela começou cedo. Em 2003, foi uma das 10 finalistas do reality American Juniors, uma vertente do American Idol para crianças. Foi ali que muita gente ouviu a voz dela pela primeira vez. Mas antes mesmo disso, ela já cantava na igreja e escrevia músicas ainda adolescente. Em entrevistas, já contou que começou a compor porque precisava organizar os próprios sentimentos. A música sempre foi o lugar mais honesto dela.

Enquanto construía a carreira musical, a TV também ganhou espaço: ficou conhecida pelo papel de Jo Taylor em Big Time Rush, da Nickelodeon, além de participar das séries No Ordinary Family, Ballers,e The Secret Life of the American Teenager. Mesmo com a atuação em alta, ela nunca deixou a música de lado.

Em 2012, saiu em turnê com as bandas The Cab e Parachute durante o verão norte-americano, reforçando que o palco sempre foi parte essencial da sua trajetória.

Wonderful Crazy

Antes dos EPs e da fase mais madura, a Katelyn lançou seu álbum de estreia Wonderful Crazy (2005).

O disco chegou dois anos depois da participação dela no American Juniors. Na época, ela ainda era adolescente, e o álbum reflete exatamente esse momento da vida.

Sonoramente, o álbum segue a linha do pop jovem dos anos 2000, com estrutura mais tradicional e produção alinhada ao mercado teen da época. É um projeto que carrega a energia de início de carreira, quando a indústria ainda molda bastante a estética de um artista.

Os primeiros EPs

Com o tempo, Katelyn foi deixando o pop mais “adolescente” para trás e entrando em um território muito mais confessional. Com tantos anos de estrada, já lançou muitas músicas ao longo da carreira, além de vários singles soltos que não entraram em nenhum EP ou álbum.

A Little More Free

Lançado em 14 de junho de 2011, o EP marcou um passo importante na trajetória da Katelyn Tarver.

O EP chegou seis anos depois do álbum de estreia Wonderful Crazy (2005) e reforçou que a música continuava sendo parte central da carreira dela, mesmo com a crescente visibilidade na TV, principalmente por Big Time Rush.

Com cinco faixas e cerca de 17 minutos de duração, o projeto traz um pop bem característico do início dos anos 2010, com produção mais polida e estrutura tradicional. Músicas como “Love Alone” e a faixa-título mostram uma artista ainda jovem, mas já mais segura e presente na própria narrativa.

A Little More Free funciona como uma ponte entre a fase adolescente de Wonderful Crazy e a artista independente que se tornaria depois. É o momento em que fica claro que a música não era um plano B, era continuidade.

Tired Eyes

Lançado em 2017, Tired Eyes aprofundou ainda mais o lado íntimo de Tarver. A produção é mais delicada e atmosférica, com foco maior na composição e na interpretação. As músicas têm estrutura mais contida e reforçam a estética pop alternativa que ela vinha consolidando naquele período.

Tired Eyes consolidou a transição definitiva de imagem: menos atriz lançando música, mais compositora com público próprio. É dele que vem “You Don’t Know”, sua música mais conhecida, que acumula mais de 80 milhões de streams no Spotify e 74 milhões de visualizações no YouTube:

Subject to Change

Consolidando ainda mais o seu som, em 2021 veio um álbum pop mais maduro, moderno e extremamente pessoal. O projeto marcou uma fase mais introspectiva da carreira, com foco em crescimento, mudanças e vulnerabilidade emocional.

Em entrevista à Atwood Magazine, ela explicou que o trabalho nasceu de um período de reflexão intensa, explorando dúvidas, sentimentos difíceis e o processo de aceitar que a vida está sempre em transformação. O próprio conceito gira em torno dessa ideia de mudança constante.

O resultado equilibra produção pop envolvente com letras que falam sobre evolução, relacionamentos e autoconhecimento, reforçando uma escrita cada vez mais honesta e direta.

Quitter

Em 2024, veio o terceiro álbum de estúdio que explora o sentimento de estar no início dos 30 anos. O título “quitter” (“desistente”) vem de aprender a parar de viver das expectativas de outras pessoas sobre você. Suas letras são mais diretas, com reflexões sobre padrões emocionais e sobre a necessidade de aprovação. O refrão da faixa-título fala “it’s kinda nice to be a quitter/giving up on who I thought that I had to be”, em português “é meio legal ser uma desistente/desistindo da pessoa que eu achei que precisava ser”. A maioria das músicas foram escritas primeiro, e ganharam a melodia depois. 

O processo da escrita ali encarou sentimentos que já se repetiam na própria vida. Katelyn revelou, tempos depois, ter sido a época em que mais se sentiu no fundo do poço. Ela chegou a pensar “Porque ainda estou escrevendo sobre isso? Por que isso ainda está aqui? Eu não acredito que a vida seja tão pesada por tanto tempo assim pra qualquer pessoa”, e foi aí que percebeu o que não queria: ela precisava deixar o seu casamento. E mesmo sabendo que era a decisão certa, o sentimento ainda era terrível. Afinal, foram 10 anos de casamento.

Pensar em ter começado a carreira muito jovem e sobre aprender a viver mais pela própria verdade do que pelas expectativas externas também a ajudaram a compor o projeto. Ela o destaca como um trabalho marcado por vulnerabilidade e questionamentos sobre identidade e amadurecimento, reforçando essa fase mais reflexiva.

Tell Me How You Really Feel

Se Subject to Change foi sobre entender que a vida muda e Quitter um tapa bruto da realidade, o novo álbum parece ser sobre assumir quem você se tornou depois dessas mudanças.

O projeto chega no dia 6 de março e já teve seis faixas liberadas antes do lançamento completo, o que deu aos fãs um gostinho claro da nova fase. Sonoramente, dá pra sentir uma produção mais segura, mais refinada e menos contida. Continua emocional, continua vulnerável, mas agora com uma artista que parece muito mais confiante no próprio espaço.

Em “Don’t Eat Pray Love”, ela aborda a rotina que sua vida estava, quando basicamente comia, orava, e “amava”. Nascida no meio católico, sua crença foi se construindo de verdade enquanto crescia e entendia melhor as coisas. A faixa afirma que seu término não foi apenas um término, mas o início de uma identidade verdadeira de si, quando de repente precisou reconstruir tudo.

Em entrevistas recentes, Katelyn comentou que é o trabalho mais honesto que já fez. Escreveu sem tentar se encaixar em expectativas externas, sem pensar no que as pessoas esperavam dela como “ex-atriz da Nickelodeon” ou como compositora de hits para outros artistas. É um álbum que nasce da liberdade criativa.

Ela também já disse que hoje compõe de um lugar muito mais consciente, entendendo melhor seus próprios padrões e até suas inseguranças. Isso aparece nas letras: são como conversas abertas.

Outro ponto interessante dessa nova fase é que dá pra perceber uma artista que já sabe exatamente qual é a própria identidade sonora. Não é mais uma busca. É afirmação.

Turnê com Big Time Rush + Brasil

A In Real Life World Tour ao lado do Big Time Rush tem um peso emocional enorme para os fãs da série. Como ato de abertura estão a própria Katelyn, que interpretava a Jo, e Stephen Kramer Glickman, o ator que dava vida ao icônico Gustavo. 

Para quem cresceu assistindo, ver os dois no mesmo circuito de shows ativa automaticamente a memória afetiva. 

E ela ainda criou um detalhe especial para aproximar mais o público: em cada cidade da turnê, usa uma camiseta personalizada com o nome do local e, no final do show, sorteia alguém da plateia para levar a peça para casa. Virou um momento fixo da apresentação e algo que os fãs já esperam acontecer.

@katelyn.tarver Was proud of this one ngl kinda hurt to let it go. Worth it for you emilyyyyy! Cinci-baddie!! #ontour #btr ♬ #1 – Katelyn Tarver

O show no Brasil acontece exatamente no dia 6 de março, o mesmo dia do lançamento do novo álbum. Para artista e fãs, é aquele tipo de momento simbólico: nova fase, álbum novo e palco brasileiro ao mesmo tempo. Os ingressos estão disponíveis na Ticketmaster.

Curiosidade: ela contou que deu o nome da turnê de sua própria turnê como “Compliments Only” como uma brincadeira com a ideia de receber feedback, mostrando o quanto valoriza o retorno do público.

As histórias que os fãs compartilham com ela têm um impacto profundo no seu processo criativo. Saber como as músicas atravessam a vida das pessoas faz com que queira continuar se mostrando de forma autêntica na própria arte e seguir criando canções com as quais o público realmente se conecte.

Mas além da própria discografia, Katelyn também tem um lado forte como compositora. Ela é coautora de “Crazy Stupid Love”, hit da cantora britânica Cheryl que alcançou o primeiro lugar na parada de singles do Reino Unido em 2014. Um número 1 no UK Official Charts não é pouca coisa. Ela também participou do álbum de Mitchell Musso no início da carreira e colaborou com o duo eletrônico Lost Kings na música “You”, mostrando que consegue transitar bem entre o pop e o eletrônico.

Katelyn Tarver não abandonou a carreira de atriz e continua se dedicando à atuação. Ela integra o elenco da nova série de comédia da Netflix, criada por Will Ferrell, interpretando Natalie, uma influenciadora digital e noiva de um dos personagens, ao lado de Chris Parnell e Molly Shannon. A série está em fase de produção.

PARA ASSISTIR

WITC RECOMENDA:

  • Hurt Like That
  • You Don’t Know
  • Sinking In
Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Calendário Internacional

março, 2026

Confira todos os eventos aqui

Fofura demais esse momento no show do @badbunnypr 🥹 

#badbunny
Fofura demais esse momento no show do @badbunnypr 🥹 #badbunny
1 semana ago
View on Instagram |
1/9
Benito, também queremos que você fique aqui para sempre! 🥺💜

Bad Bunny (@badbunnypr) falou em português e disse que o show de ontem em São Paulo foi uma das melhores noites da vida dele. 🇧🇷

#badbunny
Benito, também queremos que você fique aqui para sempre! 🥺💜 Bad Bunny (@badbunnypr) falou em português e disse que o show de ontem em São Paulo foi uma das melhores noites da vida dele. 🇧🇷 #badbunny
1 semana ago
View on Instagram |
2/9
BAD BUNNY TU HITOU NO BRASIL! Coisa linda o @allianzparque lotado pro Benitooo 🥹💜 @badbunnypr 

#badbunny #debitirarmasfotos
BAD BUNNY TU HITOU NO BRASIL! Coisa linda o @allianzparque lotado pro Benitooo 🥹💜 @badbunnypr #badbunny #debitirarmasfotos
1 semana ago
View on Instagram |
3/9
Estaremos esperando você todos os anos @leighannepinnock 🥺💜🤏🏽

#leighanne #leighannepinnock
Estaremos esperando você todos os anos @leighannepinnock 🥺💜🤏🏽 #leighanne #leighannepinnock
3 semanas ago
View on Instagram |
4/9
sempre na luta pra ver uma diva pop 😮‍💨

#concertpeople
sempre na luta pra ver uma diva pop 😮‍💨 #concertpeople
3 semanas ago
View on Instagram |
5/9
Juntos somos América. 

— Bad Bunny (@badbunnypr) no #AppleMusicHalftime do #SuperBowl
Juntos somos América. — Bad Bunny (@badbunnypr) no #AppleMusicHalftime do #SuperBowl
3 semanas ago
View on Instagram |
6/9
O famoso “Ainda estou aqui” 😭 O My Chemical Romance transformou Famous Last Words em um grande coro no Allianz Parque e ficou meio difícil de superar por aqui. 🖤

#mcr #mychemicalromance
O famoso “Ainda estou aqui” 😭 O My Chemical Romance transformou Famous Last Words em um grande coro no Allianz Parque e ficou meio difícil de superar por aqui. 🖤 #mcr #mychemicalromance
3 semanas ago
View on Instagram |
7/9
se tinha público de algum país parado, não era aqui não 👀😌🖤🤘

#mcr #mychemicalromance
se tinha público de algum país parado, não era aqui não 👀😌🖤🤘 #mcr #mychemicalromance
3 semanas ago
View on Instagram |
8/9
Lexie Liu (@lexieliu_) é uma das vozes mais interessantes e criativas do pop contemporâneo.

Encantados pela sua ousadia, conversamos com ela sobre o álbum Teenage Ramble, suas referências musicais, conhecimentos sobre o Brasil e muito mais.

Confira a entrevista completa em www.weinthecrowd.com 🩷🤘

#lexieliu #cpop
Lexie Liu (@lexieliu_) é uma das vozes mais interessantes e criativas do pop contemporâneo.

Encantados pela sua ousadia, conversamos com ela sobre o álbum Teenage Ramble, suas referências musicais, conhecimentos sobre o Brasil e muito mais.

Confira a entrevista completa em www.weinthecrowd.com 🩷🤘

#lexieliu #cpop
Lexie Liu (@lexieliu_) é uma das vozes mais interessantes e criativas do pop contemporâneo.

Encantados pela sua ousadia, conversamos com ela sobre o álbum Teenage Ramble, suas referências musicais, conhecimentos sobre o Brasil e muito mais.

Confira a entrevista completa em www.weinthecrowd.com 🩷🤘

#lexieliu #cpop
Lexie Liu (@lexieliu_) é uma das vozes mais interessantes e criativas do pop contemporâneo. Encantados pela sua ousadia, conversamos com ela sobre o álbum Teenage Ramble, suas referências musicais, conhecimentos sobre o Brasil e muito mais. Confira a entrevista completa em www.weinthecrowd.com 🩷🤘 #lexieliu #cpop
3 semanas ago
View on Instagram |
9/9