Nome: Djo (Joe Keery)
Idade: 33 anos
Origem: Newburyport, Massachusetts
Artistas favoritos: The Beatles, Nick Drake, Led Zeppelin e mais
Para quem gosta de: Tame Impala, Mac DeMarco, Post Animal
Antes de tudo, é importante entender: Djo nasceu como um personagem.
Quando começou a lançar suas primeiras músicas, Joe Keery (que o grande público conheceu inicialmente por atuar na série Stranger Things) sentiu a necessidade de criar uma separação clara entre o ator e o músico. “Djo” se tornou uma espécie de alter ego, uma forma de experimentar sem o peso da expectativa que já vinha com seu rosto conhecido.
A ideia era simples para o início de sua carreira: usar uma peruca, um óculos escuro e um macacão branco.


E funcionou.
O início: Twenty Twenty (2019)
O primeiro projeto, Twenty Twenty, lançado em 2019, apresentou um Djo psicodélico, experimental e claramente influenciado por nomes como The Beatles, Nick Drake e Led Zeppelin. O álbum flertava com synths etéreos, vocais filtrados e uma estética quase lo-fi em alguns momentos, enquanto em outros mergulhava em camadas densas e atmosferas nostálgicas.
Era um disco de exploração. Ainda havia ali um certo ar de mistério. Quem era Djo, afinal? A maior parte do público, como esperado, não associou as duas personas. O projeto já mostrava que aquilo não era apenas um hobby paralelo: havia identidade, direção artística e uma vontade muito clara de construir algo sólido no universo indie/alternativo.


A virada: DECIDE (2022)
Em 2022, Djo retornou com DECIDE, um álbum mais coeso e conceitualmente mais afiado. Se Twenty Twenty foi sua introdução ao mundo da música, DECIDE foi o álbum que deixou claro que Djo estava ali para ficar.
É desse projeto que saiu “End of Beginning”, sua música mais famosa até hoje. A canção é um verdadeiro fenômeno que explodiu no TikTok e viralizou nas redes sociais – e é difícil encontrar alguém que não tenha escutado ao menos o trecho: “and when I’m back in Chicago, I feel it”. A faixa, nostálgica e melancólica, carrega uma energia de recomeço, de olhar para trás e reconhecer as próprias mudanças.
Curiosamente, muita gente passou a acreditar que Djo era de Chicago por causa da música. Ele sabe disso (e acha engraçado). A cidade mencionada na letra da canção que teve um impacto tão grande na sua carreira fez com que o público geral assumisse que a capital de Illinois era sua cidade natal, mas a verdade é que ele nasceu em Newburyport, Massachusetts. E segundo o próprio artista, colocar “Newburyport, Massachusetts” na música simplesmente não soaria tão bem quanto “Chicago”. O nome é longo demais e, artisticamente, Chicago funcionava melhor.
Em conclusão DECIDE mostrou um Djo mais maduro, menos preocupado em se esconder atrás do personagem e mais interessado em aprofundar suas próprias narrativas. Os synths continuam presentes, mas agora dialogam com letras mais diretas, reflexivas e existencialistas.

O auge criativo: The Crux
Se DECIDE foi a consolidação de sua carreira, The Crux é sua afirmação artística.
Seu projeto mais recente elevou-o a um novo patamar dentro da cena alternativa. O álbum recebeu indicação ao Grammy na categoria Best Album Cover, e não é difícil entender o motivo. A capa do álbum é como uma prévia do que está por vir, onde cada elemento visual faz referência às músicas do disco, criando um verdadeiro mapa simbólico do projeto.


A capa funciona quase como um quebra-cabeça: o nome do hotel sendo o nome do álbum, o andar tomado por plantas referenciando a canção “Charlie’s Garden” que Djo escreveu para seu amigo Charlie Heaton, o homem com uma nuvem de chuva o perseguindo que remete a “Lonesome Is a State of Mind”. The Crux reforça o quanto Djo pensa em seus álbuns como obras completas, onde som, conceito e imagem andam juntos.
Musicalmente, The Crux expande o universo que ele já vinha construindo. Há mais texturas, mais segurança vocal, arranjos que misturam psicodelia moderna com referências setentistas e um senso de identidade muito mais definido. O “personagem” que existia no início agora parece totalmente integrado ao próprio Joe Keery. Não há mais tentativa de distanciamento entre ambos, mas uma coexistência explícita.
O The Crux nos diz que Djo não busca mais provar algo. Agora, ele soa como alguém que já entendeu exatamente qual é o seu lugar.
Djo ao vivo no Brasil
A boa notícia que temos para os fãs brasileiros é que Djo está confirmado no Lollapalooza Brasil 2026 e se apresenta no dia 22 de março (domingo). É a chance de ver de perto essa fase criativa que vem consolidando seu nome na música independente global – e cantar End of Beginning junto com o artista em sua primeira passagem pelo Brasil!
E a atuação?
Apesar da força da sua carreira musical, Djo não abandonou a atuação. Joe Keery segue equilibrando as duas frentes artísticas e faz parte do elenco de Cold Storage, lançado este ano. Por mais que Djo tenha deixado de ser apenas um alter ego experimental, Keery segue apaixonado pelas duas frentes do entretenimento, equilibrando ambos os talentos com maestria.
PARA ASSISTIR
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