Nome: Adéla Jergová
Idade: 21 anos
Origem: Bratislava, Eslováquia
Artistas Favoritos: Lady Gaga, Beyoncé, Madonna e Ariana Grande
Pra quem gosta de: Charli XCX, Grimes, Lady Gaga
A cantora e compositora, conhecida artisticamente como Adéla, ainda está nos primeiros passos da sua trajetória solo, mas já chama atenção por tentar construir uma identidade própria dentro do pop contemporâneo. A artista cresceu em contato com dança e música desde cedo, passando por formações em balé e performance antes de decidir apostar definitivamente na carreira musical, surpreendentemente influenciada pela Hannah Montana.


Na infância, Adéla acompanhava de perto o surgimento de divas pop contemporâneas como Miley Cyrus e Ariana Grande, observando como elas construíram suas carreiras ainda jovens. Para a Cosmopolitan, contou que essas referências foram fundamentais para que ela entendesse que o palco também era um lugar possível para si. “Eles são o motivo de eu saber que estrelas pop existem e foram minha primeira referência de que é possível cantar, dançar e viver de shows”, afirmou.
“Na primeira vez em que assisti Hannah Montana, vi que era isso que eu queria fazer (na vida). Como assistia dublado em eslovaco, não sabia que ela era americana. Então meu irmão mais velho me contou a verdade e eu fiquei pensando ‘como eu vou parar no Disney Channel?’ e então comecei a aprender inglês assistindo entrevistas da Demi, da Miley, ou fingindo que estava sendo entrevistada pela Ellen DeGeneres no meu quarto”, ela contou para a Rolling Stone.
O nome de Adéla começou a circular fora da Europa em 2023, quando ela participou do reality show Dream Academy, projeto idealizado pela HYBE em parceria com a Geffen Records para formar um novo girl group global.
Apesar de ter sido eliminada logo nas primeiras fases do programa e não chegar à formação final do KATSEYE, a participação funcionou como uma vitrine inicial, apresentando seu rosto e sua personalidade para um público internacional.
Em entrevistas, a própria artista falou de forma direta sobre a experiência. Em conversa com a Nylon, ela comentou que o programa a fez refletir sobre o tipo de carreira que gostaria de construir. Segundo ela, o processo ajudou a entender que seguir um caminho solo permitiria mais liberdade criativa e menos necessidade de se encaixar em um formato pré definido.
No entanto, Adéla não teve um caminho muito fácil durante o programa. Como acontece (bem mais frequentemente do que deveria) em reality shows, a edição costuma eleger alguém para o posto de “vilão” daquela narrativa, mesmo que muitas vezes de forma injusta. No caso do Dream Academy, esse papel foi dado a eslovaca, com foco em embates que geraram uma onda de ataques nas redes sociais.
“O primeiro comentário que eu li depois que a produção estreou na Netflix foi de uma pessoa me chamando de vadia feia e idiota”, confessou a cantora. Contudo, ainda hoje, ela continua próxima de outras participantes da competição, como Lara, Megan e Emily, provando por A + B que a distorção televisiva é real e mais comum do que imaginamos.
Toda essa experiência marcou profundamente sua trajetória e se tornou fonte de inspiração para os seus lançamentos seguintes, que se mostraram verdadeiras cartas abertas ao público. Nelas, Adéla deixa claro que não pretende mudar quem é e nem se moldar para agradar os outros, principalmente aqueles que, em circunstâncias tão injustas, já haviam se convencido de que ela era uma pessoa ruim.
Contudo, a ideia de Adéla está bem longe de ser tratada como uma artista perfeita. Mesmo nesse caminho cheio de altos e baixos, ela nunca deixa de assumir suas imperfeições de cabeça erguida e sem medo, deixando claro que, acima de tudo, é um ser humano como qualquer outro.
“Meu propósito é ser humana na música pop. eu gosto de falar sobre as minhas imperfeições. Para mim, os lados negativos de quem eu sou são tão interessantes quanto os lados positivos”.
Após a saída do reality, Adéla passou a trabalhar de forma independente e lançou, em 2024, o single “Homewrecked”, seu primeiro passo oficial fora do universo dos programas de competição. A música não teve grande impacto comercial, mas marcou o início de uma fase mais autoral.
Após a passagem pelo Dream Academy, em que acabou sendo pintada como “vilã” pela narrativa do programa, Adéla decidiu seguir de forma independente. Durante a faculdade, com lucro próprio e sem apoio de gravadora, ela escreveu “Superscar” e lançou “Homewrecked” usando recursos do próprio bolso, ao lado de Emily, que também participou do reality.
A repercussão desses primeiros lançamentos acabou chamando a atenção da indústria e, pouco tempo depois, a artista assinou contrato com a Capitol Records.
The Provocateur


Anos depois, já em um momento mais consciente da própria carreira, essa busca por identidade encontrou um ponto de virada na relação com Grimes. As duas se aproximaram após o reality Pop Star Academy, que mostrava o dia a dia das competidoras do Dream Academy, conectando Adéla a um processo criativo mais livre e experimental.
Em entrevistas, ela comentou que a cantora canadense teve um papel fundamental ao incentivá-la a confiar mais nas próprias ideias, assumir riscos e não suavizar sua arte para se encaixar em expectativas externas. A troca se concretizou na prática: Grimes co-produziu e co-escreveu a faixa “MachineGirl”, além de aparecer no clipe ao lado de Adéla, reforçando essa fase mais ousada e autoral da artista.
Seu primeiro EP, “The Provocateur”, foi lançado em agosto de 2025. O projeto serviu como uma apresentação mais clara das suas intenções artísticas, com um pop que flerta com o eletrônico, o hyperpop e referências industriais, acompanhado de letras que exploram temas como identidade, desejo e exposição.
Em entrevistas sobre o EP, explicou que o título não tem a ver apenas com choque ou provocação vazia, mas com a vontade de questionar expectativas impostas a artistas jovens, especialmente mulheres. À Harper’s Bazaar, ela comentou que está mais interessada em provocar conversa do que em agradar todo mundo, mesmo sabendo que isso pode gerar reações divididas.
Moldando sua carreira
Mesmo com suas grandes referências musicais, Adéla parece estar em um momento de teste e descoberta, tentando entender como traduzir essas inspirações em algo que faça sentido dentro da própria narrativa.
Paralelamente aos lançamentos oficiais, algumas faixas do EP ganharam remixes assinados por produtores da cena eletrônica alternativa, ampliando levemente o alcance das músicas em nichos específicos, principalmente nas plataformas digitais. Esses remixes reforçam a tentativa de posicionar Adéla em um espaço mais experimental do pop, ainda que de forma gradual.
Hoje, ela segue como um nome em desenvolvimento, construindo sua carreira passo a passo. Mais do que um fenômeno, a cantora parece interessada em testar limites, experimentar linguagens e entender qual espaço quer ocupar dentro da indústria.
Turnê e show de abertura
Para promover o “The Provocateur”, Adéla realizou sua primeira mini-turnê, que levou o mesmo nome do álbum. A série de shows aconteceu entre os dias 8 e 21 de outubro de 2025, passando por algumas cidades da Europa e dos Estados Unidos. A estreia aconteceu no The Lower Third, em Londres, seguindo para espaços mais intimistas, como o Le Poisson Rouge, em Nova York, e o The Roxy, em Los Angeles.
Com apenas quatro datas, a Provocatour teve um caráter experimental e funcionou como um primeiro teste de palco para Adéla. Nos shows, ela apresentou as músicas do EP ao vivo, misturando o repertório com covers e algumas faixas inéditas, em um formato mais solto e próximo do público. A experiência ajudou a artista a ganhar segurança no palco e a entender como traduzir sua proposta estética e sonora para apresentações ao vivo.
Em uma entrevista pra Cosmopolitan, ela reforçou que encara essa primeira experiência nos palcos como um desafio positivo, onde possa realmente mostrar seu talento. “Artistas geralmente têm trocas de roupas, dançarinos e grandes designs de palco. Está tudo bem eu não ter tudo isso, mas (ao mesmo tempo) eu não tenho nada para me esconder atrás, então eu preciso ser muito boa no que eu faço.”
Nos próximos meses, Adéla dará um passo importante ao abrir os shows da turnê It’s Not That Deep, de Demi Lovato, que passa pelos Estados Unidos e Canadá em 2026.
“Por um segundo, eu pensei ‘por que todo mundo legal (entre os artistas) está me apoiando?’. Tive um momento de síndrome do impostor. Eu sempre soube que eu era legal, mas quando outras pessoas começam a ver, é tipo ‘uau, agora ficou sério’, acho que estou oficialmente certificada como legal”.
O que vem por aí


Mesmo com uma discografia ainda curta, Adéla já deixa claro que seus lançamentos até agora foram apenas o ponto de partida. Em entrevistas recentes, a artista contou que está trabalhando em novas músicas e que pensa em um álbum completo como próximo passo, com a ideia de criar um projeto mais coeso e ambicioso do que o EP.
A intenção é aprofundar sua identidade musical e visual, explorando diferentes camadas da própria narrativa. Para ela, o formato de álbum permite contar uma história maior, menos imediatista, e consolidar de vez a proposta artística que começou a apresentar agora.
PARA ASSISTIR:
WITC Recomenda:
- Homewrecked
- SexOnTheBoat
- DeathByDevotion



