A cantora e compositora Amanda Cadore anuncia as primeiras datas da turnê viva: de ponta a ponta. Homônimo ao álbum lançado no final do mês de maio, o espetáculo ganhará os palcos a partir de Agosto, com passagens confirmadas por cidades do Brasil, da Argentina e Uruguai. A fim de celebrar a nova fase, a artista estreia ainda o lyric video de sábado, uma das 11 faixas que compõem o trabalho. Dirigido por Guilherme Cavichioli e gravado em Florianópolis, o registro traz Cadore e seu inseparável violão sob diferentes focos de luz, evocando a atmosfera sensorial e solar que atravessa o disco. Assista aqui e ouça o disco aqui.
Escolhida como um dos carros-chefes do novo LP, sábado sugere ao ouvinte que viva sem pressa, deixando que o tempo conduza os acontecimentos de forma natural. Construída em 7/8, a música articula um pulso irregular, que desloca a escuta e reforça seu caráter dinâmico entre riffs que fazem uma ode ao neo soul. A letra se debruça sobre o idílico sétimo dia, que se desenrola sem urgências e vai guiado por um ideal de intimidade, marcado por pequenos prazeres compartilhados. Entre referências ao calor do sol, aos lençois, à praia e ao carnaval, a canção transforma cenas cotidianas em um convite para desacelerar. O resultado é uma faixa que celebra, na simplicidade, a intensidade dos afetos vividos no presente — algo caro também à experiência ao vivo.
O itinerário de 17 shows contempla capitais como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC), passa pelo Uruguai, além de ter sete paradas confirmadas na Argentina. Não por acaso: o Noroeste argentino, uma das principais fontes de inspiração para as sonoridades e paisagens que compõem o disco, também receberá apresentações ao longo da turnê. Mais detalhes, incluindo ingressos e novas datas, serão divulgadas em breve.
- 01/08 – Lauro Muller – SC
- 27/08 – Belo Horizonte – MG
- 28/08 – São Paulo – SP
- 29/08 – Curitiba – PR
- 02/09 – Rio de Janeiro – RJ
- 18/09 – Corrientes – Argentina
- 19/09 – Resistencia – Argentina
- 23/09 – Salta – Argentina
- 25/09 – Tilcara – Argentina
- 27/09 – Cafayate – Argentina
- 30/09 – Córdoba – Argentina
- 02/10 – Buenos Aires – Argentina
- 06/10 – Montevideo – Uruguay
- 15/10 – Florianópolis – SC
- 16/10 – Blumenau – SC
- 17/10 – Chapecó – SC
- 14/11 – Foz do Iguaçu – PR
Lançado em 29 de maio, viva, o disco, traz composições que integram o cancioneiro e os ritmos ibero-americanos ao lirismo de Cadore, além de expor seu apreço pelo caráter sensorial da canção. Com as colaborações da brasileira Mari Jasca e da argentina Mariana Baraj, o projeto também convoca instrumentistas renomados como Antônio Neves e Dirceu Leite, tendo recebido um título que funciona como um duplo gesto.
Ao se apoderar de uma palavra que leva o mesmo significado tanto em português quanto espanhol, a autora revela uma expressão universal e de fácil compreensão — portanto, também aberta à permissividade artística. “Trata-se de um chamado e uma constatação ao mesmo tempo”, explica Cadore. “Penso em viva como verbo, no sentido de continuar, seguir e atravessar. No entanto, essa palavra também pode ser lida como um estado de sentir, perceber, existir com profundidade”, completa.
Munida de seu violão, exatamente como ocorre no lyric video de sábado, a artista desenvolveu um processo de composição não linear, no qual as faixas ganham forma a partir das possibilidades, ferramentas e, sobretudo, encontros que firma ao longo do percurso. Artista e instrumento vivem, portanto, uma espécie de simbiose, propícia ao caráter exploratório da criação. Após passar um longo período na estrada, sempre guiada por essa perspectiva, Cadore decidiu que era hora de reunir em estúdio a banda que a acompanhava.
No palco, ela estará acompanhada pela mesma banda com quem gravou as canções em estúdio: o musicista caboverdiano Jeff Nefferkturu (flautas e guitarra), o cantor e compositor baiano Grego Jardim (que também assume guitarras, coros e baixo) e o percussionista gaúcho UBrother (pesquisador sonoro e arte-educador). Em cena, todos mergulham fundo nas letras, expondo muito mais do que vocais: as músicas soam como um álbum de fotografias com som, impossível de se dissociar.






